- Servidores do INSS questionaram as nomeações feitas pela nova presidente Ana Cristina Viana Silveira.
- Leonardo Silva Bittencourt ficou designado como substituto eventual de Diretor de Benefícios e Relacionamentos com o Cidadão; Aruana Espíndola e Marcelo Genu Beserra foram indicados para o cargo de Diretor de Tecnologia.
- O regimento interno do INSS exige que substitutos de diretores sejam pessoas de subordinação direta ao diretor, o que não ocorreria se os nomeados atuassem no CRPS.
- O INSS afirmou que os servidores são do órgão e que Leonardo e Aruana não estavam cedidos, atuando no CRPS, ligado à Previdência Social.
- Após a consulta do R7 Planalto, o Ministério da Previdência publicou a dispensa de ambos do CRPS e a designação em cargos menores dentro das próprias diretorias onde atuarão como substitutos.
Um grupo de servidores do INSS questiona as nomeações feitas pela nova presidente do instituto, Ana Cristina Viana Silveira. A discordância envolve a designação de substitutos para cargos de direção, anunciada nesta semana.
Segundo a justificativa apresentada ao R7 Planalto, Leonardo Silva Bittencourt foi indicado como substituto eventual de Diretor de Benefícios e Relacionamentos com o Cidadão, enquanto Aruana Espíndola e Marcelo Genu Beserra foram apontados para o cargo de Diretor de Tecnologia. Todos os nomes teriam relação com o INSS, mas não com o regimento interno.
A presidente Assumiu com o objetivo de valorizar os servidores, conforme apuração da coluna. No entanto, críticos afirmam que os indicados atuavam no CRPS (Conselho de Recursos da Previdência Social), ligado ao Ministério da Previdência Social, e não no INSS de forma exclusiva.
Defesa do INSS sustenta que os servidores citados pertencem ao órgão. O órgão afirma que Leonardo Silva é técnico do seguro social desde 2003, com especialização em Direito Previdenciário, e que atuava como presidente de Junta no CRPS, órgão da Previdência Social.
Sobre Aruana Espíndola, o INSS diz que ela é técnica desde 2004 e não estava cedida a outro órgão. Ação relatada envolve atuação no CRPS como chefe de Tecnologia e Informação, coordenando o projeto de uma nova plataforma de análise de recursos integrada ao INSS.
Após questionamento do R7 Planalto, o Ministério da Previdência publicou no Diário Oficial da União a dispensa de Leonardo e Aruana do cargo de conselheiros no CRPS. Em seguida, eles foram designados a cargos menores dentro das próprias diretorias, onde assumiriam como diretores substitutos.
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