- O presidenciável do PSD e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, defendeu que o STF promova “cortes na carne”, mas disse ter um estilo pacificador em comparação a Romeu Zema.
- Caiado participou do Fórum Paulista de Desenvolvimento, em Itu, SP, e comentou os ataques de Zema ao STF.
- Em suas palavras, o Supremo deveria reconhecer a necessidade de adotar medidas exemplarmente e, se não o fizer, senadores poderiam avaliar impeachment.
- Zema tem divulgado vídeos criticando o tribunal e chamando ministros de “intocáveis”; há leitura de que a dobrada direita acompanha esse tema.
- Caiado afirmou que não vê Zema como vice e espera que o mineiro mantenha a candidatura; no segundo turno, acredita que qualquer um pode vencer Lula.
O presidenciável Ronaldo Caiado, do PSD, defendeu que o STF faça cortes na carne, mas afirmou ter um estilo diferente do de Romeu Zema, pré-candidato do Novo. A afirmação foi feita após Caiado participar do Fórum Paulista de Desenvolvimento, em Itu, interior de São Paulo, nesta segunda-feira.
Caiado ressaltou que governa buscando pacificação e que espera que o STF reconheça a necessidade de mudanças de conduta. Em caso de resistência, afirmou que senadores podem abrir caminho para impeachment de ministros, caso haja falhas graves no comportamento da corte.
O ex-governador de Goiás comentou sobre as críticas de Zema ao STF, que têm incluído vídeos e ataques aos ministros. Caiado disse não ver possibilidade de ser vice de Zema e que não pretende inibir a campanha do colega.
Candidatos e o tom das críticas ao STF
Zema tem divulgado conteúdos nas redes contra decisões monocráticas do tribunal e criticado aspectos do Judiciário, chamando ministros de intocáveis. A postura dele gerou debate sobre limites entre poder Legislativo e Judiciário.
Caiado afirmou que o STF deve adotar um código de conduta proposto pelo presidente da corte, Edson Fachin, para melhorar a imagem pública. Ainda sinalizou que, se o tribunal não se autorregular, o Legislativo pode agir.
O presidenciável do PSD comentou que, no segundo turno das eleições, qualquer candidato pode derrotar o atual presidente Lula, desde que alcance a etapa decisiva. Em relação a alianças, manteve o foco em fortalecer a campanha de seus próprios planos.
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