- O Conpresp adiou pela terceira vez o julgamento do recurso que pede o destombamento do prédio da Escola Panamericana de Arte e Design, em Higienópolis, zona oeste de São Paulo.
- A próxima reunião do conselho está marcada para o dia 11 de maio, e o adiamento ocorreu porque o presidente pediu mais tempo para analisar o caso.
- A Keeva, proprietária do imóvel, afirmou que espera um julgamento de qualidade, com respeito ao processo legal e sem pressões sobre os conselheiros.
- O edifício foi tombado em 2024 por ser considerado ícone da arquitetura pós-moderna paulistana; o recurso contesta o valor arquitetônico e histórico da obra, apresentado por um parecer de arquiteto.
- Entidades preservacionistas protestaram contra o novo adiamento e o Conpresp informou que definirá uma nova data para a deliberação.
O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio de São Paulo (Conpresp) adiou pela terceira vez o julgamento do recurso que busca destombar o prédio da Escola Panamericana de Artes e Design, na Avenida Angélica, em Higienópolis. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, 27, mantendo o edifício sob proteção patrimonial.
O adiamento ocorreu porque o presidente do conselho, Ricardo Ferrari, solicitou mais tempo para analisar o caso. A próxima reunião do Conpresp ficou marcada para 11 de maio. Entidades de defesa do patrimônio protestaram contra o novo atraso.
A Keeva, proprietária do imóvel, afirmou por meio de seu representante legal que espera um julgamento de qualidade, com respeito ao devido processo legal e sem pressões sobre os conselheiros. O recurso contesta o tombamento, alegando falta de relevância arquitetônica e cultural.
O prédio foi tombado em 2024 por seu reconhecimento como ícone da arquitetura pós-moderna paulistana. O tombamento ressalta a importância da edificação para a história da técnica, da linguagem arquitetônica e do urbanismo do final do século 20.
O arquiteto Siegbert Zanettini, autor do projeto, defendeu previamente a manutenção do tombamento, enfatizando que a obra valoriza a arte e a arquitetura. Já o urbanista Valter Caldana questionou a destombagem, destacando insegurança jurídica para futuras ações de preservação.
Durante a sessão, dezenas de membros de entidades preservacionistas, arquitetos e moradores acompanharam a reunião para acompanhar o desfecho do recurso. Representantes do Coletivo Pro-Higienópolis enfatizaram a importância de respeitar o patrimônio da cidade.
O Conpresp informou que ainda definirá uma nova data para a deliberação sobre o destombamento da edificação.
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