- Gilberto Kassab, presidente do PSD, afirma que Lula e Bolsonaro não devem vencer a eleição, segundo ele ainda há espaço para mudança até outubro.
- Kassab destaca o potencial de crescimento de Ronaldo Caiado (PSD) na campanha, apontando que quem não tem recall pode crescer no período.
- O dirigente critica PT e bolsonarismo, dizendo que nenhuma das duas forças deu respostas que a população busca para o futuro do país.
- Kassab elogia Caiado e suas medidas como governador de Goiás, atribuindo a ele “autoridade moral” e “imagem de estadista” para avançar na disputa.
- O líder também comenta déficits do governo atual, criticando carga tributária, corrupção e falta de reforma política, e defende mudanças com um governo capaz de realizar reformas.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta segunda-feira, 27, que as pesquisas de intenção de voto para a Presidência refletem o maior conhecimento dos nomes dos dois favoritos, Lula e Bolsonaro, mas que o cenário pode mudar até outubro. O comentário foi feito em almoço do grupo Lide, em São Paulo.
Kassab afirmou que o presidenciável do PSD, Ronaldo Caiado, deve crescer até a campanha e pode chegar ao segundo turno. Acrescentou que PT e bolsonarismo não deram as respostas que a população busca para o futuro do país, mantendo a avaliação de que o jogo eleitoral ainda está em construção.
O dirigente destacou que hoje a pesquisa mostra o recall elevado de Lula e Bolsonaro. Observou ainda que candidatos sem alto reconhecimento tendem a ganhar espaço com o início da campanha, sugerindo potencial ganho de Caiado frente ao eleitorado insatisfeito com o cenário atual.
Kassab elogiou a gestão de Caiado em Goiás, citando ações do governador como fatores que fortalecem a imagem do pré-candidato. Enfatizou que Caiado representa uma alternativa à polarização, referindo-se a ele como pessoa com autoridade moral e perfil de estadista.
Sobre o cenário econômico, o presidente do PSD defendeu um viés liberal na economia e reconheceu pontos positivos na escolha de Paulo Guedes para o Ministério da Economia, atribuídos a Bolsonaro. Contudo, afirmou que houve avanços limitados em privatizações.
Ao tratar de Lula, Kassab criticou o aumento da carga tributária no governo atual e se posicionou contrariamente à taxação de dividendos, criticando o histórico administrativo da era petista. Disse que há sinais de dificuldade em administrar a máquina pública com mais eficiência.
Ainda na fala, o dirigente apontou insatisfação popular com o tamanho do Estado, corrupção, falta de transparência e ausência de reformas políticas. Sinalizou que parte do eleitorado busca mudança, citando percepções sobre o Judiciário e a necessidade de ajustes institucionais.
Questionado sobre a percepção de desconfiança no STF, Kassab recomendou coragem a quem estiver na presidência para promover reformas, argumentando que o país precisa de alguém capaz de conduzir mudanças estruturais. Concluiu afirmando que Caiado é hoje o nome com maior potencial de mudança.
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