- Membros da Câmara dos Lordes vão atuar novamente sobre a proibição de redes sociais para menores de dezesseis anos, após o pedido de Ellen Roome, mãe enlutada.
- O líder conservador Lord Nash quer que o governo adote a proibição semelhante à da Austrália dentro de um ano; o governo apresentou emenda para agir em três anos.
- A emenda de Nash pode colocar em risco a aprovação do projeto de lei Bem-Estar Infantil e Escolas antes do recesso.
- O governo não apoiou as emendas e afirma estar conduzindo uma consulta pública sobre segurança online, incluindo idade, recursos de design mais seguros e possíveis proibições.
- Pesquisas indicam apoio de cerca de 72% dos pais britânicos à proibição para menores de 16 anos; há divergências entre vítimas, organizações de segurança online e outros setores.
Nessa segunda-feira (27), membros da Câmara dos Lordes se preparam para um novo debate sobre a possível proibição de redes sociais para menores de 16 anos. O tema voltou à tona após um apelo de uma mãe enlutada que pediu ações imediatas do governo.
A discussão envolve Lord Nash, membro conservador, que tem pressionado o Parlamento a adotar uma proibição semelhante à da Austrália em até um ano. A tensão ocorre diante de uma emenda governista que prevê ações em até três anos.
O governo não apoiou as emendas anteriores. O foco atual inclui medidas de segurança online, como verificação de idade, restrição de recursos viciantes e projetos-piloto com famílias no Reino Unido.
Emenda versus proposta do governo
Lord Nash pediu aos colegas que rejeitem a proposta do governo e apoiem sua emenda, argumentando que a idade mínima de 16 anos deve constar do texto legal. A proposta busca consolidar compromissos legais antes do recesso parlamentar.
Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista, disse ao Mirror que está aberto à ideia de proibição, mas enfatizou a necessidade de avaliar o caos nas redes. O governo planeja consultar sobre limites de idade e design mais seguro.
Ellen Roome, mãe de Jools, de 14 anos, afirmou que muitas crianças são prejudicadas pelas redes e cobrou ações. Ela questionou a demora na implementação de medidas prometidas pelo governo.
Apoio público ao tema é misto. Dados recentes indicam que parcela significativa de pais britânicos defende a proibição para menores de 16 anos, enquanto organizações de segurança online divergem sobre a melhor abordagem.
O governo aponta que está conduzindo uma consulta pública para avaliar medidas como limites de idade, desenho de plataformas mais seguro e possíveis proibições. O objetivo é fundamentar ações futuras com base em evidências.
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