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Roberto Justus critica Bolsonaro e aponta Lula como líder

Roberto Justus critica Bolsonaro e elogia Lula em entrevista no podcast Irmãos Dias, avaliando a derrota de vinte e dois e o retorno da esquerda

"Hoje eu não gostaria de ter o presidente Bolsonaro de volta, pisou muito na bola. Acabou entregando de volta o governo à esquerda brasileira, com a incompetência dele, na minha opinião"
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  • Justus afirmou que não gostaria de ver Bolsonaro de volta ao poder e elogiou a capacidade de liderança de Lula.
  • A declaração foi dada em episódio do podcast Irmãos Dias, gravado no início de março, e voltou a repercutir após recorte viralizar.
  • Ele disse que Bolsonaro “pisou muito na bola” e adotou postura radical após a derrota de dois mil e vinte e dois, contribuindo para a volta da esquerda.
  • Sobre a tentativa de golpe de oito de janeiro de dois mil e vinte e três, Justus afirmou que houve um movimento de questionar o resultado, mas não considera golpe; Bolsonaro foi aos Estados Unidos e a pena foi dura demais para o que ocorreu.
  • O empresário elogiou Lula, destacando sua habilidade política, carisma e estilo de liderança, mesmo não concordando com o governo.

O empresário Roberto Justus afirmou que não deseja ver Jair Bolsonaro de volta ao poder e elogiou a capacidade de liderança de Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração ocorreu em episódio do podcast Irmãos Dias, no início de março, e voltou a ganhar repercussão após um recorte viralizar nas redes nesta semana. Justus disse que Bolsonaro pisou na bola após a derrota de 2022 e que sua postura contribuiu para o retorno da esquerda ao governo.

Justus avaliou que o ex-presidente tentou adotar uma postura radical após a derrota e citou a viagem aos Estados Unidos como exemplo de reação considerada inadequada. O empresário também criticou a ausência de participação de Bolsonaro na cerimônia de transmissão de faixa presidencial, argumento que integrou o quadro de controvérsia em torno da transição de governo.

Tentativa de golpe e reação

No episódio, Justus tratou da chamada tentativa de golpe ocorrida em 8 de janeiro de 2023, afirmando que houve um movimento de questionamento do resultado, embora sem atribuição de responsabilidade direta por ações violentas. O empresário afirmou que não houve golpe com armas, mas reconheceu que houve pressão para questionar a eleição e buscar medidas extraordinárias.

Ainda segundo Justus, o episódio expôs uma tentativa de liderar um movimento em torno da ideia de declarar estado de sítio, o que ele disse ter sido afastado sem justificar novas ações. O empresário acrescentou que a consequência penal para Bolsonaro foi dura, mas ressaltou o desempate entre o fato e a gravidade do ato não consumado.

De forma geral, Justus elogiou Lula pela habilidade política, chamando atenção para o estilo de liderança do atual presidente, bem como para o carisma e a percepção estratégica demonstrados. Mesmo assim, afirmou não concordar com a esquerda nem com a forma como Lula conduz as políticas, enfatizando a diferença de visão entre os dois.

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