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Suspeito de tiroteio em jantar com Trump será apresentado nesta segunda

Suspeito de atirar no jantar da Casa Branca será apresentado à Justiça; pode responder por uso de arma durante crime violento e agressão a agente federal

Policiais prendem Cole Tomas Allen, suspeito de abrir fogo em evento com Trump (Foto: DONALD J TRUMP via Truth Social/Handout via REUTERS)
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  • O suspeito Cole Tomas Allen será apresentado à Justiça na segunda-feira, dia 27, em Washington, nos Estados Unidos.
  • Ele deve responder por usar uma arma de fogo durante um crime violento e por agredir um agente federal com arma perigosa, conforme a promotoria federal.
  • O ataque ocorreu durante o Jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, no Washington Hilton, em que o presidente Donald Trump estava presente.
  • Allen, que teria viajado de Los Angeles a Chicago e depois a Washington, foi detido após troca de tiros com o Serviço Secreto; não houve feridos entre civis.
  • O evento é tradicionalmente realizado anualmente para celebrar a liberdade de imprensa; o jantar foi interrompido e Trump foi retirado do local.

Um ataque durante o Jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCD) elevou o nível de tensão no Washington Hilton, em Washington, no sábado, 25. O incidente ocorreu durante o evento, quando um atirador passou por um posto de segurança, trocou tiros com agentes e ficou sob controle do Serviço Secreto. O presidente Donald Trump estava presente e foi retirado do local.

A promotoria federal informou que o suspeito deverá ser apresentado à Justiça nesta segunda-feira, 27, na capital dos EUA. Ele é acusado de usar uma arma de fogo durante um crime violento e de agredir um agente federal com uma arma perigosa. A investigação também apura se houve alvo específico, ainda sem confirmação.

O suspeito, segundo autoridades, é natural da Califórnia. Ele teria viajado de Los Angeles a Chicago, e de lá para Washington, hospedando-se no Washington Hilton nos dias que antecederam o jantar. A polícia de Washington investiga se o ataque teve motivação política ou pessoal.

Por volta das 20h, minutos após o início do evento, imagens de segurança mostraram o atirador passando pelo controle de segurança. Vídeos exibiram a perseguição de policiais, com agentes em roupas formais sacando armas. O som de tiros foi ouvido próximo ao salão, segundo relatos de testemunhas.

Testemunhas indicaram que o incidente provocou correria entre funcionários do buffet e participantes, que se abaixaram para se proteger. O atirador não ingressou no salão principal, e houve neutralização pelo Serviço Secreto. Não houve outros feridos, e não houve confirmação de feridos entre oficiais.

Trump, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente JD Vance e outras autoridades foram retirados do hotel por volta das 21h45, no horário local. Em coletiva na Casa Branca, o presidente informou que um agente do Serviço Secreto foi baleado, mas estava estável graças a um colete à prova de balas.

As investigações seguem para esclarecer se o homem agiu sozinho ou contou com apoio, bem como o motivo por trás do ataque. Allen, o nome atribuído ao suspeito, foi descrito por autoridades como portando facas, uma espingarda e uma pistola, com base em exames iniciais. A investigação também analisa registros de redes sociais ligados ao indivíduo.

O jantar anual é realizado pela Associação de Correspondentes da Casa Branca, que representa cerca de mil jornalistas. O objetivo é celebrar a liberdade de imprensa e a Primeira Emenda, conforme a organização. O evento tradicionalmente reúne jornalistas, figuras públicas e representantes de ambos os partidos.

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