- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reuniu-se na semana passada em Brasília com o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado por Lula para o STF.
- O encontro foi secreto, mediado por amigos em comum, e contou com a presença de Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Rodrigo Pacheco.
- Alcolumbre vinha resistindo à indicação, inicialmente preferindo o senador Rodrigo Pacheco, e se sentiu prejudicado pela forma como Lula conduziu o processo.
- Na conversa, Alcolumbre não se comprometeu a defender Messias nem a garantir votos, mas prometeu oferecer ambiente tranquilo para a sabatina prevista para quarta-feira (29) e para a votação no plenário.
- Messias qualificou a situação como “desencontros” e disse entender o descontentamento do presidente do Senado, que manteve a resistência até o momento.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reuniu-se na semana passada com o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado por Lula para o STF. O encontro foi fechado e mediado por amigos em comum, em Brasília. A assessoria de Alcolumbre nega o evento de forma oficial.
Além de Alcolumbre e Messias, participaram os ministros do STF Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes, e o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). A presença dos dois magistrados sinaliza apoio ao tema em pauta.
O encontro representa um marco na tentativa de Messias obter sabatina e aprovação no Senado. Até então, Alcolumbre vinha recusando recebê-lo para conversar sobre a indicação.
Desencontros e condução da sabatina
Durante a conversa, Alcolumbre não se comprometeu a fazer campanha para Messias nem a assegurar votos de aliados. Disse que garantiria um ambiente tranquilo para a sabatina e para a votação no plenário.
Messias classificou a situação como desencontros e disse entender as razões do descontentamento do senador. A reunião ocorreu em um momento de tensão entre o presidente do Senado e o Planalto.
Segundo apuração da coluna, Alcolumbre manteve a resistência à indicação de Lula e não liberou seu grupo próximo de parlamentares para declarar apoio a Messias. O objetivo é manter margem de manobra política no Senado.
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