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Ativistas dos EUA planejam blackout econômico no 1º de Maio

Mais de três mil ações do May Day nos EUA prometem greve econômica com foco em escola, trabalho e compras, com paralisações em Chicago e Los Angeles

Protesters against Immigration and Customs Enforcement (ICE) march through the streets of downtown Minneapolis on 25 January.
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  • Organizações sindicais, democratas e grupos comunitários dos EUA planejam um blackout econômico no Dia do Trabalho, com ações que devem passar de 3.000 este ano, mais do que o dobro de 2025.
  • A campanha, chamada May Day Strong, convoca “sem escola, sem trabalho, sem compras” para protestar contra políticas consideradas favoráveis aos ricos em detrimento dos trabalhadores.
  • Chicago anunciou um blackout econômico para 1º de maio, com apoio de várias entidades locais, incluindo a Chicago Teachers Union e a SEIU Healthcare Illinois & Indiana.
  • Em Los Angeles, a coalizão May Day envolve mais de cinquenta organizações locais, com demandas que abrangem direitos de imigração, revogação do ICE, direitos de voto e defesa dos trabalhadores.
  • A mobilização cita como inspiração o endurecimento recente na Minnesota com ações ligadas à operação do ICE, e busca ampliar a participação de diferentes setores e redes de ativismo.

Ações organizadas por sindicatos, organizações democratas e grupos comunitários devem levar a um apagão econômico neste 1º de maio, Dia Internacional dos Trabalhadores. O movimento, batizado May Day Strong, é inspirado pela paralisação econômica ocorrida em Minnesota durante operação de imigração do ICE.

Organizadores afirmam que a mobilização envolve escolas, lojas e locais de trabalho para protestar contra políticas consideradas favoráveis aos bilionários em detrimento dos trabalhadores.

A estimativa inicial aponta o registro de mais de 3.000 ações neste ano, ante cerca de 1.300 no ano anterior, segundo Neidi Dominguez, diretora executiva da Organized Power in Numbers e organizadora do movimento.

A origem e o objetivo do movimento

Minneapolis é apontada como marco real para o esforço de mobilização, que visa ampliar o poder dos trabalhadores ante ações que contestam políticas públicas. A tática busca demonstrar que a pressão econômica pode influenciar decisões políticas e defender direitos democráticos.

Chicago como exemplo de organização local

Na cidade de Chicago, sindicatos locais e grupos comunitários, entre eles a Chicago Teachers Union e a SEIU Healthcare Illinois & Indiana, anunciaram um apagão econômico para 1º de maio. A iniciativa recebe apoio de entidades como a Indivisible Chicago e a Chicago Federation of Labor.

Los Angeles e a coalizão de entidades

Em Los Angeles, a coalizão May Day, com mais de 50 organizações, organiza ações ligadas a direitos de imigração, direito ao voto, abolição do ICE, defesa de direitos trabalhistas e oposição a guerras. O objetivo é articular as pautas de forma integrada.

Engajamento e participação de diferentes setores

Organizadores destacam que o movimento envolve sindicatos, organizações sem fins lucrativos, redes comunitárias e fé. O esforço busca ampliar a participação, conectando trabalhadores com temas de justiça social e democracia.

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