- Guilherme Derrite, ex-pm de São Paulo, é pré-candidato ao Senado por São Paulo e integra o bloco ligado a Eduardo Bolsonaro, com ênfase em segurança pública e balanço entre os poderes.
- Em entrevista, ele defende que o Senado precisa reequilibrar a democracia, enfrentando abusos e potenciais crimes de ministros da Suprema Corte; para ele, a segurança pública é central na sua atuação.
- Sobre a composição da chapa, ainda não há definição da segunda vaga; nomes discutidos incluem Mário Frias, André do Prado e Coronel Mello Araújo, com Derrite destacando estratégia de fortalecer a direita.
- Derrite é favorável à classificação de facções como organizações terroristas, defendendo endurecimento de leis contra PCC e Comando Vermelho e citando a soberania nacional como impacto.
- Propõe combate à infiltração do crime com corregedorias independentes, parceria com o Ministério Público, fortalecimento da inteligência e cooperação internacional no combate ao narcotráfico, apontando a impunidade como principal entrave.
Guilherme Derrite, ligado ao PP de SP, é uma das vozes mais firmes a defender endurecer as leis penais e combater o crime organizado. Ex-pm, ele abriu caminho na política nacional ao migrar para o Congresso, onde fortaleceu a pauta de segurança pública. Agora surge como pré-candidato ao Senado por São Paulo em um cenário de alianças da direita para 2026.
A entrevista aborda a pré-campanha e o papel do Senado na balança entre os poderes. Derrite sustenta que o Senado precisa agir para reequilibrar a democracia brasileira, cobrando maior autonomia frente ao Judiciário, sem abrir mão de críticas a abusos. Em relação à segurança, ele afirma que essa é uma atuação de vida.
Além disso, o político aponta que, para ele, a impunidade é o principal entrave da segurança pública. Defende a classificação de facções como organizações terroristas e defende endurecimento de penas. Fala ainda sobre relações internacionais no combate ao narcotráfico e sobre a infiltração do crime no aparelho do Estado.
Rumo à eleição e composição da chapa
Derrite trata da definição de quem complementará a chapa ao Senado. Diz que a segunda vaga ainda está sob debate, citando nomes como Mário Frias, André do Prado e Coronel Mello Araújo. A ideia é fortalecer a direita para obter duas cadeiras.
O ex-aliado Valdemar Costa Neto não teria barrado o retorno ao PL, segundo o parlamentar. Ele afirma que houve sondagem, mas já havia compromisso com o Progressistas. Diz que as conversas seguiram com diálogo e sem animosidade.
Segurança pública e impunidade
Sobre as restrições legais à atuação policial, Derrite afirma que o problema principal é a impunidade. Diz que o Brasil se tornou o paraíso da impunidade e que crimes reincidentes demonstram a necessidade de mecanismos mais eficientes de responsabilização.
O relator do PL Antifacção defenderia a classificação de facções criminosas como organizações terroristas. Afirmou que tais organizações praticam terrorismo e que a lei precisa de endurecimento, com penas mais severas. Observa que áreas controladas por facções afetam soberania nacional.
Cooperação internacional e estratégia de combate
Em relação à pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos, o pré-candidato vê a cooperação como legítima. Aponta falhas na organização de fronteiras e na atuação do governo federal diante do tráfico. Defende maior protagonismo do Brasil e cooperação eficaz.
Derrite também destaca a necessidade de combater a infiltração do crime dentro das estruturas estatais. Propõe corregedorias fortes e independentes, parceria com o Ministério Público e fortalecimento da inteligência. Enfatiza uso de tecnologia e integração de dados para combater lavagem de dinheiro.
Desafios no estado de São Paulo
Mesmo com a queda de homicídios, Derrite reconhece sensação de insegurança em SP. Aponta a legislação como principal desafio: o sistema penal funciona como uma porta giratória e o custo do crime precisa aumentar. Propõe endurecimento das leis para reduzir a criminalidade.
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