- Flávio Bolsonaro afirma que o peso da decisão sobre Messias no STF será a forma como ele lidou com o 8 de janeiro como advogado-geral da União.
- O senador diz que o tema deverá incluir avaliações sobre lealdade ao PT, posição sobre a anistia a condenados por atos democráticos e imunidade parlamentar.
- Segundo ele, a religião evangélica de Messias deve ficar em segundo plano no processo.
- Messias será sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e precisará passar pelo crivo do plenário na quarta-feira, 29.
- O advogado-geral substitui o ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025; a decisão deve sair após cinco meses de espera.
Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira que a decisão sobre o processo de Jorge Messias no STF deve ser influenciada pela forma como ele atuou como advogado-geral da União durante o 8 de Janeiro. O senador não citou nomes, mas apontou o episódio para avaliar o comportamento do indicado.
Segundo o parlamentar, o histórico de Messias envolve proximidade com o PT e o presidente Lula, o que pode pesar no julgamento. A avaliação, na visão de Flávio, não deve priorizar a religião do indicado, mas sim seu alinhamento político e decisões passadas.
O senador também citou a questão da anista a condenados por atos democráticos e a imunidade parlamentar como fatores que o tamanho de sua relação com o governo pode influenciar. Ele destacou que o tema será levado ao debate público.
Indicação e sabatina no Senado
Messias foi indicado para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025. A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça deverá ocorrer em breve, com o plenário avaliando o nome. A confirmação ocorre após meses de espera.
A defesa de Messias sustenta que ele manteve postura institucional e atenta à Constituição. O processo de sabatina incluirá perguntas sobre atuação no 8 de Janeiro e sobre posições relativas à anistia para atos antidemocráticos.
O resultado da indicação está condicionado à avaliação da CCJ e à votação no plenário do Senado, prevista para ocorrer nesta semana. A tramitação segue conforme o rito constitucional, com informações ainda em andamento.
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