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Líder da oposição afirma votar contra aprovação de Messias ao STF

Oposição confirma voto contra Messias no STF; sabatina na CCJ aumenta pressão pela aprovação, com governo tentando ampliar base no plenário

Izalci Lucas coordena o grupo de trabalho que analisa a regulamentação da reforma tributária (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
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  • O líder da oposição, Izalci Lucas, disse que a bancada do PL votará contra a aprovação de Jorge Messias para vaga no Supremo Tribunal Federal.
  • A sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) está marcada para quarta-feira (29), dois dias após a declaração da oposição.
  • Entre os pontos de ataque, a oposição questionará atos de 8 de janeiro e mencionará um possível episódio de 2016 envolvendo Messias, Dilma Rousseff e Lula.
  • O governo tem apoio próximo do necessário na CCJ (treze votos favoráveis), um a menos que o mínimo de dezoito para aprovação no colegiado.
  • No plenário, o Planalto estima ter cerca de quarenta e cinco votos, buscando chegar a pelo menos cinquenta para reduzir dissidências e ampliar a margem de aprovação.

O líder da oposição no Congresso, Izalci Lucas, informou nesta segunda-feira (27) que a bancada do PL votará contra a aprovação de Jorge Messias para vaga no Supremo Tribunal Federal. A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) está prevista para quarta-feira (29). O anúncio ocorreu antes do debate sobre a indicação.

Lucas afirmou que a bancada fechará posição contrária ao nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e destacou que a atuação de Messias nos desdobramentos dos atos de 8 de janeiro será um tema central das perguntas. Também classificou como narrativa política a tematização de golpes nos ataques às sedes dos Três Poderes.

Além de questionar a cronologia dos fatos de 8 de janeiro, o oposicionista lembrou episódios anteriores da trajetória do indicado, mencionando uma conversa de 2016 entre Dilma Rousseff e Lula sobre a posse na Casa Civil. O senador defendeu ainda que o Senado derrube veto presidencial a projeto sobre dosimetria das penas, conectando o tema do STF a uma agenda legislativa mais ampla.

Situação no Senado e estratégia do Planalto

O governo chegou à sabatina com apoio próximo do mínimo necessário. Messias tem 13 votos favoráveis declarados na CCJ, um a menos que o total mínimo de 27 no colegiado de 27 membros. No plenário, a estimativa é de cerca de 45 votos, quatro acima do mínimo de 41 para confirmar a indicação.

Diante do cenário, o Planalto intensificou as negociações nos últimos dias. A aposta é ampliar o suporte no Senado para cerca de 50 senadores, criando uma margem que minimize dissidências em um ambiente marcado pela oposição. A estratégia busca chegar à votação com um colchão político suficiente para enfrentar eventuais abstenções.

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