- A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO), da Câmara, aprovou a convocação do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para explicar a atuação da Polícia Federal na detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos, em 13 de abril.
- O requerimento, apresentado pelo deputado Gustavo Gayer (Pl-GO), busca detalhes sobre a ação dos agentes e as “inconsistências públicas” apontadas na operação.
- O documento também pede esclarecimentos sobre a conduta do delegado Marcelo Ivo de Carvalho, responsável pela cooperação entre a Polícia Federal e agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE) americano e as possíveis repercussões diplomáticas.
- A CSPCCO aprovou apenas o convite ao ministro, o que não obriga sua presença. No Senado, a CSP aprovou convites ao delegado-geral da PF, Andrei Rodrigues, e a Marcelo Ivo, ainda sem data definida.
- No episódio, após a soltura de Ramagem, o governo brasileiro expulsou um agente americano; a PF indicou a delegada Tatiana Torres para assumir o posto vago, mas sem data definida para a ida aos EUA.
A CSPCCO da Câmara aprovou, nesta terça-feira, a convocação do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para esclarecer a atuação da PF na detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos, em 13 de abril. O requerimento foi apresentado por Gustavo Gayer, do PL de Goiás, e aponta supostas inconsistências públicas na operação.
O pedido também visa esclarecer a conduta do delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que coordenava a cooperação entre a PF e agentes do ICE, além de eventuais repercussões diplomáticas. A convocação limita-se a um convite, o que pode levar ao não comparecimento do ministro.
Além da Câmara, a CSP do Senado aprovou o envio de convites a Andrei Rodrigues, atual delegado-geral da PF, e a Marcelo Ivo para esclarecer o caso; as datas não haviam sido definidas até a conclusão desta edição.
Crise diplomática
Após a soltura de Ramagem em 15 de abril, o Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA determinou a saída do delegado brasileiro por ligações com o monitoramento que resultou na prisão do ex-deputado. A postagem oficial ressaltou que nenhum estrangeiro pode manipular o sistema de imigração para contornar pedidos de extradição.
Em resposta, o Brasil aplicou o princípio da reciprocidade e expulsou um agente americano atuante no Brasil na área de imigração. Internamente, a PF indicou Tatiana Torres para substituir o posto vago, porém ainda sem data definida para a viagem aos EUA.
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