- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que políticos usam a Corte como “escada eleitoral” para ganhar visibilidade nas redes sociais.
- as declarações foram feitas durante julgamento na Primeira Turma sobre denúncia apresentada por Gustavo Gayer contra José Nelto, ambos deputados federais.
- Moraes disse que parlamentares de diferentes ideologias recorrem a confrontos públicos para obter likes e ampliar o conhecimento público sobre seus nomes.
- o ministro afirmou que essa estratégia desvia o debate de políticas públicas, mirando ofensas ao judiciário em vez de discutir saúde, educação e segurança pública.
- as críticas a Moraes ocorreram em meio a episódios envolvendo Romeu Zema e o caso envolvendo Gilmar Mendes, com Zema sendo citato em notícia-crime ligada ao inquérito das fake news.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que políticos usam a Corte como uma “escada eleitoral” para ganhar visibilidade nas redes. A crítica ocorreu durante julgamento na Primeira Turma do STF na terça-feira, 28, envolvendo o deputado Gustavo Gayer e o deputado José Nelto, este último acusado de injúria e calúnia.
Moraes apontou que a tática de confronto público tem sido adotada por diferentes espectros ideológicos, com repercussão nas redes sociais e aumento de engajamento para fins eleitorais. Segundo ele, cada lado divulga conteúdos para ampliar o conhecimento público sobre seus nomes.
O ministro afirmou ainda que essa prática tem atingido diretamente o STF e seus integrantes. Para ele, parlamentares sem votos suficientes para alcançarem candidaturas utilizam ataques contra o Poder Judiciário, em vez de debater políticas públicas.
Na esteira desses episódios, a semana trouxe o caso envolvendo o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Zema publicou um vídeo crítico ao ministro Gilmar Mendes, o que levou Mendes a acionar Zema em notícia-crime para avaliação no inquérito das fake news, sob relatoria de Moraes.
Moraes afirmou que a estratégia substitui o debate sobre temas como saúde, educação e segurança pública. Em vez de discutir ações de mandatos anteriores, haveria uma polarização em torno do STF, com ataques verbais em vez de críticas fundamentadas.
O ministro sugeriu ainda que esse comportamento extrapola o embate político, podendo, em outros contextos, ser enquadrado como assédio moral. As declarações ocorrem em meio a críticas recentes relacionadas a contratos envolvendo a e esposa de Moraes e conteúdos envolvendo o dia da prisão de um banqueiro, citados por veículos de imprensa.
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