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Moraes envia à PGR apuração de contrabando em voo de Motta e Nogueira

Moraes encaminha à PGR apuração de contrabando em voo com Motta e Nogueira; PF investiga prevaricação por malas deixarem aeroporto sem raio-x

Na imagem, o senador Ciro Nogueira e o deputado Hugo Motta
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  • Moraes encaminhou à PGR uma investigação da Polícia Federal sobre a entrada no Brasil de cinco malas sem inspeção em voo particular envolvendo o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira.
  • Além de Motta e Nogueira, estavam a bordo os deputados Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões; o caso chegou ao STF por foro privilegiado.
  • A PF investiga facilitação de contrabando e prevaricação; o auditor fiscal Marco Antônio Canella autorizou que o tripulante desembarcasse com as bagagens sem passar pelo raio-x.
  • Em abril de 2024, a aeronave partiu da ilha de São Martinho, no Caribe, e pousou no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque, São Paulo.
  • Moraes solicitou que a PGR se manifeste em até cinco dias; não foram divulgados conteúdo das malas nem detalhes sobre o andamento das investigações.

Na sexta-feira (24 de abril de 2026), o ministro Alexandre de Moraes encaminhou à Procuradoria-Geral da República uma apuração da Polícia Federal sobre a entrada no Brasil de cinco malas sem inspeção. As bagagens estavam a bordo de um voo particular que transportava o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira, ambos do PP. Além deles, também estavam a bordo os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL). A ação envolve suspeitas de contrabando e violação de procedimentos aduaneiros.

A Polícia Federal investiga também possível prevaricação, sob a alegação de que malas teriam deixado o aeroporto sem passar pelo raio-X. Segundo o Ministério Público, o auditor fiscal Marco Antônio Canella autorizou que o tripulante José Jorge de Oliveira Júnior desembarcasse com as bagagens sem inspeção. O caso foi levado ao STF em função do foro privilegiado dos parlamentares presentes no voo.

O episódio teve início com uma aeronave de propriedade de Fernando Oliveira de Lima, empresário ligado a sites de apostas, que de fato partiu da ilha caribenha de São Martinho, em abril de 2024, chegando ao Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP). A PF não divulgou o conteúdo das malas nem detalhes sobre o andamento das investigações.

No STF, Moraes requisitou à PGR uma manifestação no prazo máximo de cinco dias sobre o caso. O tribunal informou que a publicação do exame ocorreu apenas posteriormente, após o avanço das apurações e a identificação dos congressistas na viagem. A apuração também envolve a necessidade de confirmar diligências adicionais pela PF.

Em nota, o presidente da Câmara, Motta, afirmou que desembarcou cumprindo todos os protocolos e determinações da legislação aduaneira. A defesa de Nogueira e Bulhões não havia se manifestado até o fechamento deste texto. A reportagem entrou em contato com a PF, com assessorias dos parlamentares e com a Receita Federal, mas não obteve respostas até o momento.

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