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Moro denuncia troca na CCJ e aponta manobra para aprovar Messias

Moro denuncia troca na CCJ para facilitar aprovação de Messias no STF; sabatina ocorre amanhã e governo tenta ampliar base de apoio

Sergio Moro, ex-juiz da Lava Jato, ex-ministro da Justiça e atual senador pelo União Brasil do Paraná (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
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  • O senador Sergio Moro afirmou ter sido retirado da CCJ, substituído por Renan Filho, descrevendo a troca como manobra do governo para facilitar a aprovação de Messias.
  • Moro criticou a decisão nas redes sociais e disse que votará contra Messias no plenário.
  • A sabatina de Jorge Messias está marcada para quarta-feira, 29, na CCJ, antes de seguir ao plenário do Senado.
  • O indicado precisa de aval na CCJ (27 membros) para ir ao plenário, onde são necessários pelo menos 41 votos.
  • O governo trabalha para ampliar a base de apoio para cerca de cinquenta votos no plenário, tentando reduzir o risco de derrota.

Sergio Moro acusou mudança na CCJ do Senado como manobra para viabilizar a aprovação da indicação de Jorge Messias ao STF. O episódio ocorre em meio à sabatina prevista para quarta-feira, 29, e envolve governo federal, oposição e o atual senador pelo Paraná.

A denúncia foi feita por Moro em publicações nas redes sociais, onde afirmou ter sido retirado da Comissão de Constituição e Justiça. Segundo o senador, Renan Filho, do MDB de Alagoas, substituiu-o no colegiado. Ele classificou a troca como tentativa de facilitar a confirmação do indicado.

A sabatina de Messias, atual advogado-geral da União, é a etapa que antecede a votação no plenário. Ele precisa do apoio da CCJ para seguir ao plenário, onde depende de maioria simples para aprovação.

Mudança na CCJ e objetivo do governo

Bastidores indicam que Messias teria ao menos 13 votos favoráveis na CCJ, número próximo da maioria simples de 27 membros. O Palácio do Planalto busca ampliar esse placar para ampliar a segurança da aprovação no colegiado.

Ainda na CCJ, o governo estima ter cerca de 45 votos favoráveis na comissão, mas trabalha para chegar a 50 para reduzir riscos de derrota. A estratégia envolve mobilizar aliados e ampliar a base de apoio.

Mesmo com a possível vitória na CCJ, a votação final depende de 41 votos no Senado, em 81 senadores. Moro afirmou que manterá o voto contrário no plenário, independentemente do resultado da etapa inicial.

A articulação política segue com a proximidade da sabatina, em um cenário de mobilização de diferentes alas do Senado. A avaliação interna é de que cada voto pode decidir a tramitação da indicação de Messias.

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