- O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirma ter votos suficientes para derrubar o veto ao PL da dosimetria e busca alinhar estratégia com senadores.
- Ele cita apoio de bancadas de centro e partidos como União Brasil, Progressistas, PSD e Republicanos, atribuindo o alcance ao mérito da matéria.
- Sóstenes se reunirá nesta tarde com lideranças da oposição no Senado, entre elas Rogério Marinho e Flávio Bolsonaro, para avaliar o cenário e próximos passos.
- O projeto reduz penas de condenados pelos atos de oito de janeiro de dois mil e vinte e três; Lula vetou integralmente, alegando risco de enfraquecer a responsabilização.
- Críticos dizem que a medida pode beneficiar articuladores e financiadores, mas o PL sustenta que é apenas um ajuste de penas; o desfecho depende de sessão conjunta convocada por Davi Alcolumbre.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou ter votos suficientes para derrubar o veto de Lula ao PL da dosimetria. Ele também intensificou a articulação com o Senado nesta terça (28/4), buscando alinhar a estratégia com senadores para reverter a decisão presidencial. A expectativa é repetir a ampla margem obtida na Câmara, acima de 300 votos.
Ele destacou que o esforço é pelo mérito da matéria, sem depender de concessões políticas. O parlamentar mencionou o apoio de bancadas de centro, como União Brasil, Progressistas, PSD e Republicanos, e afirmou que a medida corrige uma injustiça.
Para consolidar a estratégia, Cavalcante se reúne nesta tarde com lideranças da oposição no Senado, entre elas Rogério Marinho e Flávio Bolsonaro, para avaliar o cenário na Casa e definir próximos passos antes da apreciação do veto.
O projeto aprovado pelo Congresso prevê a redução de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Lula vetou integralmente a proposta, argumentando que a medida poderia enfraquecer a responsabilização pelos ataques às sedes dos Três Poderes. O presidente chamou os envolvidos de traidores da pátria.
Críticos da proposta, especialmente entre aliados do governo, apontam risco de beneficiar manifestantes, articuladores e financiadores dos ataques. Sóstenes rebate a leitura, afirmando que o texto ajusta penas aplicadas e não prevê golpe.
O líder do PL reiterou que a redução alcançaria todos os condenados, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em cenário futuro, a oposição ainda estuda avançar uma proposta de anistia mais ampla.
A análise do veto depende da convocação de sessão conjunta do Congresso, prerrogativa do presidente da Câmara, Davi Alcolumbre. Deputados e senadores decidirão se mantêm ou derrubam a decisão do Executivo, em um embate que pode acirrar a polarização política em torno do 8 de janeiro.
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