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PGR denuncia Marcel van Hattem por acusação de relatório fraudulento da PF

PGR denuncia deputado Marcel van Hattem por extrapolar imunidade ao atacar delegado da Polícia Federal em discurso na Câmara; denúncia segue ao STF

PGR denuncia deputado por ataque a delegado em discurso
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  • A PGR notificou o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) sobre denúncia enviada ao STF, por injúria e calúnia envolvendo discurso na Câmara em 2024.
  • A acusação sustenta que Hattem extrapolou a crítica política ao chamar o delegado da Polícia Federal Fábio Schor de “criar relatórios fraudulentos” contra o ex-assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins.
  • Segundo a PGR, houve abuso da prerrogativa de liberdade de expressão ao proferir termos ofensivos contra o delegado.
  • Hattem disse, em tribuna, que o delegado agia como bandido e usou imunidade parlamentar para justificar as críticas; a defesa afirma que ele está protegido pela imunidade.
  • PF já havia denunciado Hattem na época do discurso, argumentando que as declarações configuraram calúnia e difamação, imputando crimes falsos ao delegado.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) notificou nesta terça-feira (28) o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) sobre denúncia apresentada ao STF (Supremo Tribunal Federal). A acusação se baseia em discurso do parlamentar na tribuna da Câmara dos Deputados em 2024, no qual afirmou que o delegado da Polícia Federal Fábio Schor teria “criado relatórios falsos” para manter Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, na prisão.

A peça acusa Hattem de injúria e calúnia, sustenta que houve extrapolação da crítica política e aponta abuso da prerrogativa da liberdade de expressão. O conteúdo do discurso foi proferido durante sessão na Câmara dos Deputados em agosto de 2024.

Hattem, por meio de nota, classificou a denúncia como tentativa de intimidação política e perseguição. O parlamentar afirmou que a imunidade parlamentar lhe assegura proteção para opinar sobre ilegalidades supostamente praticadas por autoridades.

Contexto da denúncia e posicionamentos

O caso envolve o uso de uma foto do delegado durante o discurso, no qual Hattem afirmou que Schor “agiu como bandido” e citou que “certos relatórios” seriam fraudulentos. Ele ressaltou a imunidade, dizendo que deveria ter começado a apresentação com esse argumento.

O advogado de Hattem, Alexandre Wunderlich, sustentou que o parlamentar estaria protegido pela imunidade ao fazer as acusações contra o delegado na tribuna. A PGR aponta que houve potencial abuso de prerrogativas ao apresentar acusações desse tipo.

A denúncia já havia sido alvo de atuação da Polícia Federal na época do pronunciamento, que sustenta que as declarações imputaram crimes falsos ao delegado. A PGR encaminhou o caso ao STF para análise.

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