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PGR denuncia Van Hattem por acusar delegado de criar relatório fraudulento

PGR denuncia Marcel van Hattem ao STF por afirmar que delegado da Polícia Federal criou relatório fraudulento, em discurso na Câmara

O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS)
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  • A Procuradoria-Geral da República notificou o deputado Marcel van Hattem sobre denúncia apresentada ao Supremo Tribunal Federal, baseada em discurso dele na Câmara contra o delegado da Polícia Federal Fábio Schor.
  • A PGR sustenta que houve extrapolação da crítica política ao usar termos ofensivos, enquadrando a conduta como crime contra a honra.
  • No discurso, van Hattem afirmou que Schor “criou relatórios fraudulentos” para manter Filipe Martins preso ilegalmente e sem fundamentação; também criticou mandados contra jornalistas bolsonaristas e contra o senador Marcos do Val.
  • Ele mostrou uma foto impressa do delegado e chamou Schor de “abusador de autoridade”, dizendo que, se não for covarde, que venha atrás dele.
  • A Polícia Federal afirmou tratar-se de acusação gravíssima; o deputado rebateu à CNN, alegando perseguição para calá-lo, e o advogado Alexandre Wunderlich disse que a denúncia rompe com a tradição jurídica brasileira.

A PGR notificou o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) em relação a uma denúncia apresentada no STF. A denúncia baseia-se em discurso feito pelo parlamentar na tribuna da Câmara em 2024, direcionado ao delegado da Polícia Federal Fábio Schor. A Procuradoria sustenta que houve violação dos limites da crítica política, configurando crime contra a honra.

O episódio ocorreu após Van Hattem afirmar que Schor teria criado relatórios fraudulentos, envolvendo Filipe Martins. O deputado também mencionou mandados de prisão contra jornalistas bolsonaristas e contra o senador Marcos do Val, mantendo a referência ao delegado no contexto de acusações de abuso de autoridade.

Dias após o discurso, a Polícia Federal descreveu a denúncia como gravíssima, destacando que, mesmo com imunidade parlamentar, direitos não são absolutos. A PGR notificou Van Hattem nesta terça-feira, 28, e abriu espaço para defesa no STF, sem que o órgão tenha concluído o mérito da acusação.

Van Hattem criticou a decisão da PGR, alegando perseguição por expor supostas ilegalidades praticadas por um delegado. Em entrevista, o deputado afirmou que a notificação busca calar quem aponta irregularidades, reafirmando que não recuará de suas colocações.

O caso envolve ainda a defesa do parlamentar, representada pelo advogado Alexandre Wunderlich. Ele sustenta que os atos ocorreram no exercício do mandato, no uso da tribuna, defendendo a imunidade parlamentar como direito constitucional, sem limitação por opiniões proferidas.

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