- O SB 26-090, que tentava excluir “infraestrutura crítica” das proteções de reparo, não avançou e foi adiado indefinidamente na Câmara após votação de 7 a 4.
- A Lei de Direito de Reparo de Dispositivos Digitais da Colorado, de 2024, entrou em vigor em janeiro de 2026, assegurando acesso a ferramentas e documentação para consertar eletrônicos.
- O projeto foi apresentado em reunião no Senado em 2 de abril, recebeu apoio amplo na audiência e passou no Senado em 16 de abril.
- Grupos de defesa do reparo, como PIRG, iFixit e Consumer Reports, estiveram entre os críticos, enquanto apoiadores citaram riscos de cybersecurity.
- Mesmo com a derrota, esperança de avanços em outras leis e em outros estados permanece, com lobby contínuo e novas propostas no desenvolvimento.
O projeto SB26-090, proposto em Colorado, foi rejeitado em votação no plenário da Câmara dos Deputados local. A iniciativa buscava limitar as proteções de reparo já previstas pela lei estadual de 2024 para equipamentos digitais, abrindo espaço para exceções em “infraestrutura crítica”. O resultado ficou em 7 votos a 4 contra, com indefinição sobre próximos passos.
A legislação de reparo já vigente, a Consumer Right to Repair Digital Electronic Equipment, entrou em vigor em janeiro de 2026 e assegura acesso a ferramentas e documentação para consertar dispositivos como smartphones, computadores e roteadores. O novo projeto pretendia criar freio nessa proteção para determinados usos considerados críticos.
SB26-090 foi apresentada na sessão do Senado em 2 de abril e recebeu apoio de grandes empresas, incluindo Cisco e IBM. O texto passou por audiência pública com manifestações de apoiadores e opositores, antes de avançar para o plenário da Câmara. A votação foi marcada por forte mobilização de diversos atores.
Ao longo da audiência, defensores da proteção defenderam que o acesso a ferramentas de reparo não aumenta riscos de segurança, apontando que ataques costumam ocorrer remotamente sem depender de peças específicas. Especialistas em cibersegurança também contestaram a ideia de que manter segredos técnicos é necessário para a segurança.
Do lado dos apoiadores, a pressão foi associada a temores de hacks que poderiam explorar ferramentas de reparo para invadir sistemas críticos. Questionou-se se empresas devem manter segredos que protegem infraestruturas de grande valor econômico, mesmo diante de evidências técnicas divulgadas durante o debate.
Danny Katz, diretor executivo da CoPIRG, destacou que a mobilização foi resultado de esforços coletivos. Representantes de PIRG, Repair.org, iFixit, Consumer Reports e grupos ambientalistas participaram das atividades de oposição. Katz afirmou que a opinião pública pesou na votação.
Analistas e legisladores enfatizaram que a votação não encerra o tema. A expectativa é de continuidade do debate no estado, com novos lances no esforço de ajustar leis de reparo. Também há atenções sobre iniciativas semelhantes em outros estados, segundo especialistas da área.
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