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Purdue Pharma admite culpa e pagará US$ 8 bilhões por crise de opioides nos EUA

Purdue Pharma se declara culpada e pagará US$ 8 bilhões; a empresa será dissolvida e Knoa Pharma assumirá ativos para enfrentar a crise dos opioides

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  • Purdue Pharma se declarou culpada e concordou em pagar US$ 8 bilhões, encerrando acordo judicial sobre a crise dos opioides nos Estados Unidos.
  • A empresa e a família Sackler foram acusadas de promover o analgésico OxyContin ocultando o alto potencial viciante e de pagar propinas a médicos.
  • A Purdue será dissolvida na sexta-feira, 1º, e a Knoa Pharma assumirá ativos para combater a crise.
  • Durante a audiência, vítimas e familiares testemunharam; a juíza pediu desculpas em nome do governo dos EUA pela falha em proteger o público.
  • Dados do CDC indicam quase 727 mil mortes por overdoses relacionadas a opioides entre 1999 e 2022.

A Purdue Pharma se declarou culpada de participação na crise dos opioides nos Estados Unidos e aceitará um acordo de 8 bilhões de dólares. A decisão foi anunciada durante uma audiência realizada na terça-feira, 28, em tribunal federal. A empresa concordou em dissolver suas operações.

A família Sackler, proprietária da farmacêutica, também está envolvida no acordo, que envolve promessas de cooperação para solucionar custos decorrentes da crise. A Purdue deverá ser dissolvida na próxima sexta-feira, 1º, e uma nova empresa chamada Knoa Pharma assumirá ativos e know-how.

Estrutura do acordo e impactos

Durante a sessão de mais de seis horas, vítimas e familiares assistiram ao debate sobre responsabilização. A juíza pediu desculpas pelo que descreveu como falha do governo em proteger o público diante de práticas lucrativas da indústria.

Vítimas pediram a rejeição do acordo e a responsabilização criminal da família Sackler. A sentença, porém, não estabeleceu punições individuais. O acordo envolve a oferta de recursos para mitigar danos e reformular controles regulatórios.

Dados oficiais sobre a crise

Dados dos CDC indicam que quase 727 mil pessoas morreram por overdoses relacionadas a opioides entre 1999 e 2022, incluindo prescriptions e uso ilícito. A cifra ressalta a gravidade do consumo de analgésicos potentes nos EUA.

A agência de notícias AFP e a Associated Press confirmam as informações, ressaltando o caráter histórico do acordo e a transição para uma nova entidade voltada ao combate à crise.

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