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Record investiga golpista que falsificava pesquisas de intenção de voto

Golpista usa nomes de veículos de comunicação para falsificar pesquisas eleitorais; RECORD não contratou; envolve treze ações judiciais e pena de até um ano com multa

Jornalismo da RECORD investiga e descobre golpista que falsificava pesquisa de intenção de voto
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  • A RECORD apurou que um golpista, Laécio da Costa Figueiredo, falsificava pesquisas de intenção de voto usando nomes de empresas de jornalismo e grandes grupos de comunicação.
  • O suspeito operava a partir de um escritório no centro de Brasília, ligado ao “Instituto Data Povo”, que alegadamente vendia pesquisas e assessoria para criação de partidos.
  • Segundo as informações, o Data Povo registrou no Tribunal Superior Eleitoral sete pesquisas para este ano, duas em nome da RECORD, que não contratou os serviços.
  • A RECORD afirma não ter contratado nem autorizado o instituto a realizar ou divulgar pesquisas em seu nome; há também registro de 31 ações judiciais contra ele, majoritariamente por estelionato.
  • O Data Povo já firmou contratos com os Correios para avaliação de serviços e é acusado de golpe ao PTB, que pagou 350 mil para coleta de assinaturas, não recebendo o serviço; Laécio estaria preso em Brasília e, segundo campanhas, aparece treinando funcionários do instituto.

A RECORD abriu apuração sobre um golpe envolvendo pesquisa de intenção de voto. O alvo é Laécio da Costa Figueiredo, que utilizava nomes de empresas de jornalismo para divulgar pesquisas falsas. O esquema foi descoberto em Brasília e envolve o Instituto Data Povo.

Segundo apuração, o site Data Povo oferecia pesquisas eleitorais e até assessoria para criação de partidos. O suspeito já era conhecido pela polícia e, agora, mantém o foco em golpes ligados a institutos de pesquisa que ele próprio batizou de Data Povo.

Laécio mantinha um escritório em um prédio da região central de Brasília, no espaço compartilhado por diversos profissionais. A RECORD não contratou nem autorizou o instituto a atuar em seu nome.

Envolvidos e terceiros

O Data Povo registrou intenções de realizar sete pesquisas neste ano no TSE. Duas seriam em nome da RECORD, que afirma não ter contratado os serviços. Outras cinco seriam para outros veículos, todas falsas.

Para emitir notas fiscais, o golpe usava o CNPJ da RECORD, obtido no site da Receita Federal, e registrado também no sistema da Fazenda do Distrito Federal. A Bahia também foi citada como local de suposta pesquisa em nome da emissora.

A RECORD informou que não tem relação contratual com o Data Povo e que não autorizou a divulgação de pesquisas em seu nome. Não houve contratos firmados entre a emissora e o instituto.

Histórico e situação legal

Laécio já responde a 31 ações judiciais, principalmente por estelionato. Ele cumpriu um ano de prisão por venda de uma casa alugada como se fosse dele, em Brasília. A Justiça estipulou prisão domiciliar, mas imagens em redes sociais mostram-no em atividade com a equipe do instituto.

A legislação brasileira pune divulgação de pesquisa fraudulenta com até um ano de prisão e multa de até 100 mil reais. O caso envolve ainda contratos suspeitos com o governo e com entidades públicas.

Contratos e operações envolvendo terceiros

O Data Povo também firmou contratos com os Correios em 2023 e 2024 para avaliação da qualidade dos serviços prestados. A estatal foi informada de irregularidades supostas associadas ao instituto.

A existência de um acordo com o PTB, no valor de 350 mil reais para coleta de assinaturas para a refundação do partido, também é alvo de controvérsia. O Data Povo não entregou o serviço, e o PTB acionou Laécio após descobrir a prisão dele.

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