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Sucessor de Zema patina em MG e eleitores sinalizam desejo de mudança

Simões ainda não consolidou herdeiro eleitoral; sessenta e oito por cento não o conhecem, e a intenção de voto fica entre três e cinco por cento, diante de demanda por mudança

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o vice, Mateus Simões. Foto: Daniel Protzer/ALMG
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  • A pesquisa Genial/Quaest aponta que Mateus Simões tem entre três e cinco por cento das intenções de voto, ainda distante dos favoritos.
  • Sessenta e oito por cento dos eleitores não o conhecem, enquanto a rejeição é de vinte por cento, limitando seu crescimento inicial.
  • O principal ativo dele é a associação com o ex-governador Romeu Zema, que teve aprovação de cinquenta e dois por cento, mas isso não garante apoio instantâneo.
  • Quarenta e quatro por cento desejam mudança total na gestão de Minas, e quarenta e três por cento apoiam mudanças apenas parciais; quarenta e nove por cento dizem que Zema não merece eleger um sucessor, enquanto quarenta e dois por cento discordam.
  • A liderança permanece com o senador Cleitinho (Republicanos), entre trinta e trinta e sete por cento; cinquenta e seis por cento de seus eleitores afirmam que o voto é definitivo, e sessenta por cento dos mineiros ainda podem mudar de posição até a eleição.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, não consegue transferir facilmente seu capital político para o substituto. A nova pesquisa Genial/Quaest mostra dificuldade de consolidação da candidatura de Mateus Simões.

Simões aparece com intenções de voto entre 3% e 5%, bem abaixo dos principais concorrentes. Cerca de 68% dos eleitores afirmam não conhecê-lo, enquanto a rejeição fica em 20%, limitando o crescimento inicial.

O principal ativo de Simões é a associação com Zema, que encerrou o mandato com aprovação de 52%. Ainda assim, esse capital não se traduz automaticamente em apoio suficiente para vencer.

A pesquisa aponta ambiente desfavorável à continuidade. 44% dos eleitores defendem mudança total na gestão estadual, e 38% aprovam mudanças parciais. Além disso, 49% dizem que Zema não merece eleger um sucessor.

Esse cenário impõe um teto para a candidatura de Simões, mesmo entre eleitores que aprovam o governo atual. O candidato precisa ampliar visibilidade e converter a imagem de Zema em votos.

Enquanto isso, a liderança da corrida fica com o senador Cleitinho (Republicanos), com intenções entre 30% e 37%. Ele registra 56% de eleitores declarando voto definitivo, o maior entre os principais nomes.

A disputa permanece aberta. O pesquisador Felipe Nunes ressalta que 60% dos mineiros ainda podem mudar de opinião até a eleição, mantendo o cenário instável e dependente do desempenho na campanha.

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