- O TSE retoma nesta terça o julgamento que pode condenar o ex-governador de Roraima, Antonio Denarium, por abuso de poder econômico nas eleições de 2022.
- Caso seja cassada a chapa, Denarium ficaria inelegível e o vice Edilson Damião pode permanecer no governo.
- O placar até o momento está em dois votos pela cassação da chapa, envolvendo Denarium e Damião.
- O ministro Nunes Marques divergiu, entendendo que Edilson Damião não deve ser responsabilizado.
- O tribunal cita paralelos com o caso do Rio de Janeiro, onde o ex-governador Cláudio Castro foi declarado inelegível após julgamento tardiо.
O Tribunal Superior Eleitoral retoma nesta terça-feira o julgamento que pode condenar o ex-governador de Roraima Antonio Denarium por abuso de poder econômico nas eleições de 2022. A ação envolve a cassação da chapa dele e do vice, Edilson Damião, após a Justiça Eleitoral estadual ter cassado Denarium no primeiro grau.
O caso, que já ganhou contornos de impasse semelhante ao visto no Rio de Janeiro com Cláudio Castro, pode levar à perda do mandato de Denarium. Caso a cassação seja confirmada, Damião herdaria o governo, mantendo-se no cargo mesmo diante da investigação contestada.
No plenário, o cenário aponta para um desfecho dividido. Dois ministros defenderam a cassação da chapa, votando pela responsabilização conjunta. Outros ministros divergiram, defendendo que Edilson Damião não deve ser responsabilizado pela decisão que caberia apenas a Denarium.
Votos e desdobramentos
Entre os componentes da Corte, a posição favorável à cassação não foi unânime, e um ministro argumentou que afastar o atual governador geraria nova fase de interinidade e reorganizações administrativas. A decisão final depende do resultado de uma votação que ainda pode apresentar reviravoltas dependendo dos votos apresentados durante o julgamento.
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