- Gilmar Mendes solicitou a inclusão de Romeu Zema no inquérito das fake news, aberto em março de 2019 pelo STF.
- A peça envolve um vídeo com bonecos de fantoche que satirizam Gilmar Mendes e Dias Toffoli, com menção à suspensão de sigilos e a um resort.
- Zema afirmou estar tranquilo e que Moraes “investiga o que quiser”, alegando que o vídeo é uma sátira comum em democracia.
- O pré-candidato disse já ter visto caricaturas suas em Minas, quando era governador, e criticou Gilmar Mendes, dizendo que ele “vive em outra casta”.
- A declaração foi feita durante coletiva na Agrishow 2026, em Ribeirão Preto, na manhã desta terça-feira, 28 de abril.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), minimizou o pedido de inclusão no inquérito das fake news feito por Gilmar Mendes. A solicitação envolve a divulgação de um vídeo nas redes sociais com um boneco que imita Mendes e dialoga com outro que representa Dias Toffoli. O material é citado como vilipêndio ao STF e ao próprio Mendes.
O inquérito, aberto em março de 2019 pelo plantão do então presidente do STF, Dias Toffoli, apura disseminação de notícias falsas e ataques à instituição. A peça de Gilmar Mendes foi apresentada ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso.
O vídeo em questão mostra um boneco de fantoche simulando Mendes pedindo a suspensão de sigilos que foi determinada pela CPI do Crime Organizado, e outro boneco representando Toffoli. O conteúdo associa uma suposta “cortesia” a um resort Tayayá ligado a Dias Toffoli. A acusação envolve ainda um fundo ligado a Daniel Vorcaro.
Questionado, Zema afirmou estar tranquilo diante do escrutínio. Em coletiva na Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), disse que Moraes investiga o que quiser e que o vídeo é uma sátira comum em democracias. O pré-candidato argumentou ter visto caricaturas suas quando governador de MG e ter encarado-as com naturalidade.
“Ministro do STF pode se sentir ofendido, mas a sátira é comum em um regime democrático”, resumiu Zema. Ele disse que o episódio não alterou sua posição política e reiterou que não recebeu qualquer benefício ou vantagem a partir do conteúdo.
A assessoria de Zema informou que o político mantém o direito de defesa e que o conteúdo do vídeo foi criado como humor político. A reação ocorreu durante roteiro de campanha, sem mais detalhes sobre eventual participação do parlamentar no inquérito.
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