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Aliados de Tarcísio e Haddad veem SP mais acirrado após Quaest

Genial/Quaest aponta acirramento em SP: Tarcísio lidera, mas aprovação cai; Haddad registra rejeição alta e Senado segue em aberto

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participa de cerimônia de passagem do comando da Polícia Militar
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  • Pesquisa Genial/Quaest mostra acirramento entre Tarcísio de Freitas e Haddad para o governo de São Paulo e para o Senado.
  • Tarcísio lidera com 12 pontos de vantagem, mas aprovação da gestão caiu para 54% e a imagem positiva está em 39%.
  • Haddad tem a maior rejeição entre os candidatos ao governo, com 58% o conhecem e não votariam nele, mas a chapa dele terá desempenho melhor no Senado.
  • O governador ressaltou que pesquisas são “fotografias do momento” e afirmou que o foco é resolver problemas, como saúde e segurança, sem depender do calendário eleitoral.
  • O cenário para o Senado fica em aberto, com a direita buscando consolidar dois nomes e nomes como Tebet, França e Marina Silva mostrando força no centro.

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira aponta acirramento da disputa em São Paulo entre os apoiadores de Tarcísio de Freitas e de Fernando Haddad. O GOV segue com Tarcísio na liderança, porém com queda de aprovação e de avaliação do governo nos últimos meses. O levantamento mostra 12 pontos de vantagem do governador sobre Haddad no cenário ao governo.

Aprovação de Tarcísio é 54%, enquanto a imagem de sua gestão fica em 39% de avaliação positiva, o menor nível em dois anos. Haddad aparece em posição de desvantagem nas estimativas de governo, com maior rejeição entre os candidatos ao Executivo, 58% conhecem e não votariam nele. A depender dos cenários de Senado, as candidaturas da chapa petista rendem melhores resultados que as de adversários.

Tarcísio rejeita a leitura de que a baixa aprovação define o pleito e afirma que outras sondagens apontam números mais favoráveis à gestão. Em coletiva, o governador disse estar preocupado em resolver problemas de saúde e segurança, enfatizando que pesquisas são apenas uma fotografia do momento.

Perspectiva para o Senado

A eleição para o Senado aparece como terreno mais aberto, com a necessidade de estratégia da esquerda para não difundir votos. A aposta de aliados do PSD, PSDB e DEM é de que a direita precisa concentrar candidaturas para não dividir o eleitorado.

Ala do PP aposta em Guilherme Derrite como candidato a senador com apoio de Tarcísio e de Flávio Bolsonaro, projetando vitória no Senado com a possibilidade de ser o mais votado. Outros nomes na grande frente de direita aparecem com menor desempenho nos cenários testados.

Entre os possíveis nomes da esquerda, Simone Tebet, Márcio França e Marina Silva aparecem com boa colocação em pesquisas internas, o que mantém o centro do espectro competitivo para o Senado.

Observações de especialistas

O cientista político Felipe Nunes aponta consolidação da polarização entre Tarcísio e Haddad. Segundo ele, o governador tem maior potencial de voto e menor rejeição, enquanto Haddad precisa reduzir a rejeição e ampliar o potencial de voto para reverter a vantagem.

Para o CEO da Quaest, o principal ativo de Tarcísio é a baixa desaprovação, que ajuda a manter a diferença mesmo com queda de aprovação. Nunes também destaca sinais de que Tebet, França e Marina Silva começam a corrida com boas perspectivas para o Senado.

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