- A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou convite ao ministro da Justiça para esclarecer a atuação da Polícia Federal na detenção de Ramagem nos Estados Unidos.
- O requerimento partiu do deputado Gustavo Gayer; a data da oitiva ainda não foi definida.
- No Senado, a Comissão de Segurança Pública também aprovou convites ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao delegado Marcelo Ivo, envolvido na cooperação com autoridades dos EUA.
- Alexandre Ramagem foi condenado a 16 anos, um mês e 15 dias por organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito; ele esteve nos EUA atendendo a um pedido de imigração e foi detido pelo ICE, sendo solto dois dias depois.
- A PF informou que a prisão ocorreu por cooperação policial internacional; o governo brasileiro retirou a credencial de um agente americano que atuava no Brasil em retaliação à cooperação.
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira o convite para o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, esclarecer a atuação da Polícia Federal na detenção de Alexandre Ramagem, ex-deputado, nos Estados Unidos. O requerimento partiu do deputado Gustavo Gayer (PL-GO). A oitiva ainda não tem data definida.
Durante a sessão, o colegiado decidiu transformar o requerimento em convite, o que torna o comparecimento opcional. O objetivo é esclarecer inconsistências públicas apontadas sobre o episódio e entender a cooperação internacional envolvida na operação.
Na mesma data, a Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou convites ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao delegado Marcelo Ivo, que atuava como oficial de ligação da PF em Miami e foi removido de funções após o episódio envolvendo Ramagem.
Contexto da operação
Ramagem, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias, por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Ele fugiu do Brasil e, recentemente, foi detido nos EUA pelo serviço de imigração, o ICE, por situação irregular; ficou preso por dois dias e, em seguida, foi liberado.
O delegado Marcelo Ivo, que integrava a cooperação internacional em Miami, foi afastado pela cooperação com autoridades dos EUA. O governo americano informou que o oficial brasileiro tentou manipular o sistema de imigração e contornar pedidos formais de extradição, além de estender perseguições políticas no território americano.
A Polícia Federal afirma que a prisão de Ramagem decorreu de cooperação policial internacional entre PF e autoridades dos Estados Unidos. Em resposta, o governo brasileiro aplicou o princípio da reciprocidade e retirou a credencial de um agente americano que atuava no Brasil.
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