- Messias afirmou, na sabatina, que a conciliação é a melhor forma de pacificar conflitos fundiários no campo brasileiro.
- Disse que não se pode transigir com a Constituição em relação ao marco temporal, embora defenda formas de pacificação que preservem direitos de proprietários e povos indígenas.
- Citou um acordo histórico no Paraná que reconheceu direitos dos povos Avá-Guarani, com pagamento por compra de terra após décadas de conflito.
- Reforçou a importância do Ferrogrão para o país, afirmando ter buscado conciliação entre AGU, meio ambiente e desenvolvimento para destravar o projeto.
- Declarou ser totalmente contra o aborto e afirmou que essa decisão é do Congresso; também afirmou ter agido, como chefe da AGU, para prender envolvidos nos ataques de 8 de janeiro.
O indicado ao STF Jorge Messias defendeu, durante sabatina no Senado, que o Judiciário use a conciliação para pacificar conflitos fundiários no Brasil. Ele destacou a importância do diálogo para resolver disputas de terras no campo.
Questionado sobre a insegurança jurídica de produtores diante da controvérsia em torno da tese do marco temporal, Messias argumentou que a conciliação pode superar impasses envolvendo terras indígenas. Ele afirmou ter assinado acordo no STF reconhecendo direito a indenização justa em caso de título legítimo.
Eleito pela administração federal para ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso, Messias afirmou que precisa da maioria de 41 votos na Casa para tomar posse. Ressaltou a necessidade de equilíbrio entre direitos de proprietários e povos originários para pacificação social.
Sobre o marco temporal, o indicado defendeu que não se pode desrespeitar a Constituição, mas que é possível conciliar direitos de proprietários com os dos povos indígenas. Citou como exemplo um acordo na região de Paraná para favorecer indígenas Avá-Guarani.
Meio ambiente
O sabatinado ressaltou a importância de projetos como o Ferrogrão, ligando Centro-Oeste aos portos do Norte, e disse ter atuado para destravar as obras por meio de acordos de conciliação. Afirmou que preservação ambiental e desenvolvimento podem andar juntos.
Messias afirmou que condicionantes ambientais devem ser claras e ouvidas as comunidades, sem abrir mão do desenvolvimento. Enfatizou que o diálogo com povos originários pode viabilizar obras e proteger o meio ambiente.
Aborto
O indicado afirmou que é contra o aborto e que não atuará no tema em sua jurisdição constitucional, alegando competência exclusiva do Congresso. Disse tratar o tema como uma posição pessoal, filosófica e cristã, sem influenciar decisões judiciais.
Ele ressaltou a necessidade de observância da legalidade e separação dos Poderes, defendendo que a questão deve tramitar no Parlamento. O comentário ocorreu ao responder questionamentos sobre parecer da AGU em relação a decisões do CFMs.
8 de janeiro
Perguntado sobre a decisão de pedir a prisão de envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, Messias afirmou ter visto o ato como dever do cargo para defender o patrimônio da União. Disse que agir assim evita prevaricação.
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