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Moraes defende a manutenção do inquérito das fake news

Moraes defende continuidade do inquérito das fake news após balanço de atos golpistas de 2023, com 1.402 réus, 190 presos e multas de R$ 35 milhões

Alexandre de Moraes defende a manutenção do inquérito das fake news — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
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  • Moraes defende a manutenção do inquérito das fake news após balanço sobre os atos de 8 de janeiro de 2023.
  • O inquérito foi aberto em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli; o relator é o ministro Alexandre de Moraes.
  • Em fevereiro de 2026, a Ordem dos Advogados do Brasil pediu o encerramento do inquérito, afirmando que o ambiente de tensão institucional diminuiu e que o inquérito passou a abranger fatos e pessoas não diretamente ligados à origem.
  • Em março, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, disse que está sendo considerado o momento de pensar no encerramento do inquérito.
  • O relatório aponta que 1.402 réus foram responsabilizados criminalmente, 190 pessoas estão presas, e multas/indenizações somam R$ 35 milhões; Moraes afirma que as investigações sobre milícias digitais continuarão.

O ministro do STF Alexandre de Moraes apresentou nesta quarta-feira um balanço sobre as investigações relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e defendeu a continuidade do inquérito das fake news. O relatório foi divulgado após Moraes analisar o andamento das apurações.

O inquérito, aberto em 2019 pelo ex-presidente do STF Dias Toffoli, tem como objetivo apurar ataques ao Supremo e a seus integrantes. Moraes atua como relator e tem defendido a amplitude das investigações, que abrangem múltiplas hipóteses penais ligadas aos gestos antidemocráticos.

No documento divulgado, o ministro afirma que o movimento populista extremista digital usou a desinformação para promover ameaças, coações e ofensas à honra de adversários. Segundo Moraes, há uma confusão entre liberdade de expressão e discurso de ódio, além de ataques discriminatórios.

Defesa do inquérito

No relatório, Moraes sustenta que o inquérito permitiu mapear o modus operandi de um grupo político que se tornou uma organização criminosa. A investigação, segundo ele, precisa seguir apurando infrações conexas, como falsas comunicações de crimes, denunciações caluniosas e outras que atingem a honra do STF.

O ministro aponta que o inquérito foi essencial para revelar a estrutura da suposta trama golpista. Moraes afirma que a apuração continuará, com foco nas milícias digitais e nas práticas associadas aos ataques ao Poder Judiciário.

Ao todo, o gabinete de Moraes informou que 1.402 réus já foram responsabilizados criminalmente pelos atos antidemocráticos. Além disso, 190 pessoas permanecem presas, e multas por danos morais somam R$ 35 milhões.

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