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Moraes usa balanço de atos antidemocráticos para defender juízes e inquérito

Moraes usa balanço de atos antidemocráticos para defender o inquérito das fake news e manter a apuração aberta, com 1.402 réus responsabilizados

O ministro Alexandre de Moraes é relator do inquérito das fake news e das investigações sobre tentativa de golpe de Estado
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  • O gabinete do ministro Alexandre de Moraes divulgou novo balanço sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, afirmando que os 1.402 réus foram responsabilizados penalmente por crimes de tentativa de golpe de Estado.
  • Segundo o relatório, foram registradas 1.878 denúncias: 1.160 contra incitadores, 628 contra executores e 31 contra integrantes dos núcleos centrais; há 177 investigações em andamento e 144 arquivamentos por ausência de justa causa.
  • As decisões já proferidas resultaram em 431 penas privativas de liberdade, 419 penas restritivas de direitos e 552 acordos de não persecução penal (ANPPs).
  • As penas variam conforme a gravidade, podendo chegar a 27 anos e três meses de reclusão; 190 pessoas permanecem presas, sendo 169 em prisão definitiva, 21 em prisão processual e 111 em regime fechado.
  • Nos processos envolvendo os núcleos centrais, houve 29 condenações penais para 31 réus (crimes como tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa), com desclassificações e absolvições em parte dos casos após 21 sessões de julgamento.

BRASÍLIA – O gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF, divulgou novo balanço sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O relatório mantém o inquérito das fake news aberto como ferramenta de defesa da democracia e da independência judicial.

O documento afirma que todos os 1.402 réus foram responsabilizados criminalmente por crimes de tentativa de golpe de Estado. Ainda segundo o gabinete, as decisões incluíram diversas modalidades de pena e medidas alternativas.

O inquérito, instaurado em 2019, já soma 1.878 denúncias recebidas, com 1.160 contra incitadores, 628 contra executores e 31 contra integrantes dos núcleos centrais. Também aponta 177 investigações em andamento.

Contexto do inquérito

Parte dos ministros do STF defende encerrar a apuração para sinalizar despolarização política, enquanto o presidente da Corte, Edson Fachin, integra o grupo que busca concluir o caso. Moraes reforça a defesa da continuidade do inquérito.

O balanço registra 1.878 denúncias, com 29 integrantes dos núcleos centrais apontados como réus em crimes como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. Ao todo, 31 réus foram julgados nesse núcleo.

Perspectivas de pena e prisões

Foram aplicadas 431 penas privativas de liberdade e 419 punidas com medidas restritivas de direitos. A soma inclui multas e indenizações que, juntas, chegam a milhões de reais. A maioria das sentenças envolve tentativas de golpe e crimes relacionados.

Ainda conforme o relatório, 552 acordos de não persecução penal (ANPPs) somam 39,4% do total de casos, com confissões que abriram caminho para sanções alternativas. Hoje, 190 pessoas permanecem presas, o que representa 10% do total de réus.

Desdobramentos

Entre as condenações no núcleo central, houve 29 réus punidos por crimes como tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. Ao todo, 31 réus foram julgados nesse bloco, com 25 condenações totais, duas parciais, duas desclassificações e duas absolvições.

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