- A oposição abriu uma manobra no Senado para que Sergio Moro retornasse à CCJ como suplente após ter perdido a cadeira para Renan Filho, mantendo o direito de fazer perguntas, mas sem direito a voto.
- Moro havia trocado o União Brasil pelo Partido Liberal, o que levou à indicação dele como suplente na CCJ e à disputa para ampliar apoio a Messias na sabatina do STF.
- O governo fez nova mudança na CCJ para tentar fortalecer o nome de Jorge Messias, indicando mais apoio para a indicação.
- A vaga na comissão era do bloco Democracia Parlamentar; com a saída de Moro do União Brasil, governistas argumentaram que ele também deveria perder o assento na CCJ.
- A cadeira de suplente foi cedida a Moro pelo senador Eduardo Gomes (PL-TO). Moro volta à CCJ apenas como suplente e não vota; ele deve votar contra Messias no plenário.
O Senado Federal viveu nesta quinta-feira, 29, uma reviravolta para a atuação na CCJ. A manobra da oposição devolveu ao senador Sergio Moro (PL-PR) o direito de participar da sabatina, após ele ter perdido a cadeira para o governista Renan Filho (MDB-AL). Moro, que estava afastado da CCJ, voltou como suplente.
A mudança ocorreu após Moro deixar o União Brasil e se filiar ao PL, o que允许 que o PL indicasse o senador como suplente na comissão. A votação da sabatina de Jorge Messias, indicado para o STF, contou com a presença de Moro, que pôde fazer perguntas, mas sem direito a voto.
Na prática, a vaga na CCJ não era exclusiva de Moro. Com a saída dele do bloco Democracia Parlamentar, governistas argumentaram que ele deveria perder a cadeira na comissão. A cadeira acabou ocupada por Eduardo Gomes (PL-TO), também suplente, o que mantém Moro sem voto na análise inicial da indicação.
Contexto e desdobramentos
Moro volta ao colegiado apenas para o momento de perguntas a Messias. O ex-juiz da Lava Jato tem atuação no plenário condicionada à votação final da indicação, quando poderá votar novamente, caso a CCJ recomende a aprovação. Ele já sinalizou posição contrária ao nome na disputa final.
A operação política envolve não apenas Moro, mas o bloco Democracia Parlamentar, que reúne MDB, Podemos e PSDB, além do PL. A disputa central envolve avaliar o apoio ao indicado ao STF, com vértices sobre alinhamento político e governabilidade.
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