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PF investiga entrada de malas de avião com Motta e Ciro Nogueira

PF investiga entrada de cinco malas em voo com Hugo Motta e Ciro Nogueira; possível facilitação de contrabando e prevaricação; caso vai ao STF

Na imagem, à esquerda, o auditor fiscal Marco Antônio Canella e, à direita, o piloto José Jorge de Oliveira Júnior
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  • PF investiga a entrada no Brasil de cinco malas trazidas em voo particular que retornava de São Martinho, com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira.
  • As bagagens não passaram pelo raio‑X ao chegar a São Paulo; um auditor fiscal autorizou a liberação sem inspeção, e o caso foi encaminhado ao STF.
  • A aeronave pertence ao empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, dono de empresas de apostas online.
  • Além de Motta e Nogueira, estavam no voo os deputados Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões; o grupo totalizava 16 passageiros.
  • Os crimes apurados são facilitação de contrabando e prevaricação; a investigação está em andamento, com avaliação pela PGR e referência no STF.

O que aconteceu: a Polícia Federal investiga a entrada no Brasil de cinco malas trazidas em um voo particular em que estavam o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira. O caso envolve possível facilitação de contrabando e prevaricação, com a aeronave ligada a Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG.

Quem está envolvido e quando: além de Motta e Nogueira, estavam a bordo os deputados Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões, ambos líderes de seus partidos. O voo retornava da ilha caribenha de São Martinho na noite de 20 de abril de 2025. Ao todo, 16 passageiros viajaram no jatinho.

Onde aconteceu e por quê: o desembarque ocorreu no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP). A PF aponta que cinco volumes não passaram pelo raio-X ao retornarem à área de desembarque, após o piloto ter retirado bagagens sem inspeção inicial, levantando a hipótese de irregularidade no procedimento de fiscalização.

O que a PF apura: o inquérito investiga facilitação de contrabando ou descaminho e possível prevaricação de autoridades. Até o momento, o processo tramita na Justiça Federal de Sorocaba e, após despacho, deve seguir para o STF, com a PGR solicitada a se manifestar.

Como foi o procedimento no aeroporto: segundo a PF, o piloto teria retirado duas bagagens que passaram pelo raio-X, retornando à área restrita com cinco volumes adicionais. A detecção de metais já havia ocorrido para os demais passageiros. A operadora de raio-X foi chamada a esclarecer o episódio.

Quem pertence às malas não identificadas: a PF afirmou não ser possível atribuir com segurança a propriedade dos volumes não inspecionados ou seu conteúdo, o que mantém aberta a possibilidade de relação com passageiros com prerrogativa de foro.

Posicionamentos até o momento: Motta afirmou ter cumprido os protocolos ao desembarcar, e a assessoria dele aguarda manifestação da PGR. Fernandin OIG alegou que os itens eram do comandante da aeronave, com o desembarque seguindo o procedimento normal. O piloto disse não recordar do dia, mas afirmou que tudo ocorreu conforme a legislação aduaneira.

Crimes em apuração e estágio processual: a PF apura crimes de facilitação de contrabando ou descaminho e prevaricação. No âmbito judicial, o caso iniciou na 1ª Vara Federal de Sorocaba e, na prática, foi enviado ao STF para análise, com a PGR prevista para se manifestar em até cinco dias.

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