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Política de proteção a pessoas com síndrome de Tourette avança

Comissão aprova política que protege Tourette, reconhece deficiência pelo impacto funcional e exige avaliação biopsicossocial para acesso a direitos

Bancada: senador Wilder Morais (PL-GO), em pronunciamento; senador Humberto Costa (PT-PE).
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  • A Comissão de Direitos Humanos aprovou o PL 1.376/2025, que cria a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Síndrome de Tourette.
  • A proposta prevê o reconhecimento da síndrome como deficiência quando os sintomas comprometem significativamente a funcionalidade e a participação social.
  • A comprovação da deficiência depende de avaliação biopsicossosocial, conforme o Estatuto da Pessoa com Deficiência.
  • O projeto é de Delegada Katarina (PSD-SE), teve voto favorável do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e segue para a Comissão de Assuntos Sociais.
  • Entre os direitos previstos estão diagnóstico precoce, informações sobre tratamento, adaptação razoável no trabalho, acesso a planos de saúde, matrícula em escolas e prioridade de atendimento.

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (29) um projeto que cria a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Síndrome de Tourette. A medida reconhece, em situações de significativa limitação de funcionalidade e participação social, as pessoas com Tourette como portadoras de deficiência.

Segundo o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, a Tourette é um distúrbio neurológico com tiques motores e vocais. Movimentos repetitivos, piscadas e palavras indesejadas aparecem entre os sintomas. O estresse pode piorar os tiques, e não há cura, mas há controle em muitos casos.

O que muda na prática

A proposta atribui ao Poder Executivo a definição técnica, a caracterização e a classificação da síndrome. A comprovação da deficiência exige avaliação biopsicossocial, conforme o Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Trâmite e apoio político

O PL 1.376/2025, da deputada Delegada Katarina (PSD-SE), recebeu voto favorável do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Por que a medida é relevante

Para Alessandro Vieira, o projeto combate barreiras e facilita a inclusão. Ele cita dados do Einstein de que a Tourette afeta cerca de 150 mil pessoas novas por ano no Brasil, destacando a importância de políticas de proteção.

Avaliação individualizada

O relator defende a avaliação biopsicossocial para analisar cada caso. A avaliação individualizada assegura acesso a políticas de proteção, inclusão social e benefícios específicos.

Direitos previstos pela proposta

  • diagnóstico precoce;
  • acesso a informações para o tratamento;
  • adaptação razonável no ambiente de trabalho;
  • proibição de exclusão de planos privados de saúde por deficiência;
  • proibição de recusa de matrícula em escolas;
  • prioridade de atendimento em órgãos públicos e privados para pessoas que usam o cordão de girassol.

Avaliação da implementação

Casos moderados a graves, especialmente comorbidades, podem impactar educação, trabalho e vida social. A medida busca tratar cada pessoa de forma individualizada, evitando generalizações. Fonte de referência inclui dados do Einstein e diretrizes do Estatuto da Pessoa com Deficiência.

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