- Glauce Anselmo Cavalli assumiu nesta quarta-feira o comando da Polícia Militar de São Paulo, sendo a primeira mulher a chefiar a corporação em dois séculos.
- Ela declarou que o combate à violência doméstica e familiar será prioridade operacional do comando, com expansão do atendimento humanizado.
- A coronel citou a continuidade das cabines lilases e o aumento do atendimento por videochamadas, além da abertura de espaços de acolhimento nos quartéis.
- Também anunciou a criação, a partir de maio, das patrulhas lisases, formadas por homens e mulheres, com atuação integrada a monitoramento de agressores por tornozeleiras eletrônicas.
- A nomeação ocorre em meio a crise associada a investigações de propinas do PCC envolvendo policiais da Rota; Cavalli substitui o coronel José Augusto Coutinho, afastado após pedidos de demissão.
A coronel Glauce Anselmo Cavalli tomou posse nesta quarta-feira, 29, como comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, na Academia Militar do Barro Branco. Ela enfatizou como prioridade o combate à violência doméstica e familiar, afirmando que será a linha de atuação do comando.
A posse marca a primeira vez, em quase 200 anos, que uma mulher assume o comando da PM paulista. O ato contou com a presença de autoridades do governo estadual, do Judiciário e do Legislativo, além de militares de diferentes forças.
Glauce destacou a criação de mecanismos de atendimento às vítimas, como as cabines lilases e o monitoramento de agressores por tornozeleiras eletrônicas. Ela anunciou, ainda, a implantação de patrulhas lisases a partir de maio.
Ela afirmou que o serviço da PM oferece oportunidade de servir à comunidade e que a violência contra a mulher é um tema antigo, que requer atuação contínua. A coronel citou o foco no acolhimento humano das vítimas.
Contexto institucional
O governador Tarcísio de Freitas ressaltou que o combate à violência contra a mulher é prioridade para o Estado. O chefe da Assembleia, o presidente do TJ e o comandante do Sudeste participaram da cerimônia.
Caberá à nova comandante substituir o coronel que deixou o cargo após investigações envolvendo a Rota, ligada ao PCC, e supostas propinas associadas a policiais. A mudança ocorre em meio a crise institucional da pasta.
Glauce informou que as cabines lilases serão ampliadas e que as operações terão salas específicas para acolhimento. A PM de São Paulo tem cerca de 81 mil policiais, com 11,7 mil mulheres entre eles.
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