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Rejeição a Messias é vitória para Alcolumbre, mas com efeito rebote

Rejeição de Messias ao STF consolida derrota do governo no Congresso e coloca Alcolumbre em posição de vitória contingente

Davi Alcolumbre
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  • Senado rejeita a indicação de Jorge Messias para o STF, com 42 votos contra, 34 a favor e 1 abstenção; eram necessários 41 votos.
  • É a primeira rejeição de um indicado pelo Executivo desde o século XIX, marcando derrota histórica do governo Lula e fortalecendo a posição de Davi Alcolumbre na disputa interna do Senado.
  • A avaliação é de que o episódio sugere fragilidade da base de apoio de Lula no Congresso em seu terceiro mandato, com efeitos que podem perdurar nas votações futuras.
  • Na CCJ, Messias havia sido aprovado por 16 votos a 11, o placar mais apertado desde a redemocratização. Não há prazo definido para uma nova indicação.
  • A rejeição pode rever o xadrez político no Senado e impactar a articulação entre o Planalto e o STF, especialmente em pautas relevantes como a dosimetria, com possível adiamento de novas nomeações até depois das eleições.

A indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal foi rejeitada pelo Senado. A votação terminou com 42 votos contra, 34 a favor e uma abstenção, não atingindo os 41 votos necessários para aprovação. A proposta foi apresentada pelo governo Lula.

A derrota ocorre em pleno terceiro mandato de Lula e é vista por especialistas como indicativa da dificuldade do petista em consolidar base sólida no Congresso. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sai com vitória parcial, mesmo diante de críticas internas sobre a condução da pauta.

Ainda não há prazo para nova indicação. O Senado pode deixar a questão em suspenso até após as eleições de outubro, ou decidir apresentar outro nome que passe pela CCJ e pela votação do plenário.

A votação na CCJ mostrou o placar de 16 a 11 a favor de Messias, o mais apertado desde a redemocratização. Analistas destacam que o resultado altera o equilíbrio de forças no Senado e aumenta a pressão sobre o Executivo.

Para Creomar de Souza, cientista político, a derrota sinaliza que o Congresso se tornou mais conservador. Segundo ele, mesmo com votações positivas no passado, não houve correspondência entre o governo e a base parlamentar, especialmente em votações relevantes.

Ele aponta que Alcolumbre, embora tenha conseguido impedir a nomeação, pode enfrentar efeitos rebote. A expectativa é de que o governador observe o cenário eleitoral com cautela para definir os próximos movimentos no Senado.

No STF, a derrota do nome indicado pelo Planalto deverá elevar a pressão institucional. Há dificuldade prevista para avançar pautas importantes sem um papel ativo do Executivo e da base governista.

Caso o veto ao projeto de Dosimetria seja derrubado, tende a surgir novo embate entre o STF e o Congresso, com impacto potencial sobre a tramitação de outras proposições sensíveis ao governo e ao campo bolsonarista.

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