- Ministros do STF avaliam que Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, formaram uma aliança para enterrar a aprovação de Jorge Messias como novo integrante da corte.
- A leitura de atuação conjunta vem de magistrados ligados ao grupo de André Mendonça e de aliados de Moraes no tribunal.
- Moraes não pediu votos contrários a Messias; comunicou sua posição por meio de interlocutores e manteve contatos com Alcolumbre, incluindo jantares na casa de terceiros.
- A derrota de Messias gerou conflito interno no STF e pode alterar a correlação de forças na corte; Toffoli era favorável ao nome, enquanto Moraes tende a ficar mais alinhado ao grupo dele.
- Há percepção de menor influência dos apoiadores de Messias e de clima mais tenso entre Senado e STF, complicando a sensibilização de parlamentares.
Ministros do STF analisam possível alinhamento entre Alexandre de Moraes e Davi Alcolumbre para barrar a indicação de Jorge Messias ao tribunal. A leitura vem de magistrados próximos a grupos do Senado e do próprio STF, apontando uma frente contra Messias.
A avaliação interna indica que Moraes não pediu votos contra Messias abertamente. Em vez disso, atuou por meio de interlocutores, entre eles Alcolumbre, com quem o ministro jantou duas vezes na semana anterior à sabatina.
Na semana da sabatina, Moraes recebeu Alcolumbre na casa de Cristiano Zanin, e convidou o senador para um jantar com convidados diversos. O objetivo alegado foi intermediar informações sobre a eleição para a vaga no STF.
Repercussões internas
Toffoli, que costuma divergir do grupo ligado a Moraes, também tinha posição favorável a Messias, mas lamentou a reprovação. Ministros próximos a Moraes avaliam que a influência de quem apoiava Messias foi menor que o esperado.
Há ainda leitura de que tensões políticas recentes entre STF e Senado, sobretudo entre Gilmar Mendes e senadores ligados a CPIs, contribuíram para esfriar o clima entre as casas e reduzir a capacidade de sensibilizar parlamentares.
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