- 63% dos brasileiros dizem que a redução da jornada de trabalho melhorará a qualidade de vida, enquanto 22% acreditam que isso piorará, com 4% sem opinião.
- 55,7% são a favor do fim da escala 6 X 1; 39,5% são contra e 4,8% não souberam responder.
- Na CCJ da Câmara, foi aprovada a admissibilidade das propostas de emenda à Constituição que reduzem a jornada, com parecer favorável e sugestão de fase de transição.
- PEC 221/2019 propõe reduzir a jornada para 36 horas semanais, em até dez anos, com possibilidade de compensação por acordo coletivo.
- PEC 8/2025, apensada à anterior, sugere 36 horas semanais em quatro dias de trabalho, com três de descanso, extinguindo a escala 6 X 1; autoria é da deputada Erika Hilton. A comissão especial já foi instalada e a decisão pode ir a plenário antes do recesso.
O AtlasIntel/Bloomberg revela que 63% dos brasileiros veem a redução da jornada de trabalho como benéfica para a qualidade de vida, enquanto 22% acreditam que pode piorar. A pesquisa ouviu 5.008 pessoas entre 22 e 27 de abril de 2026, com margem de erro de 1 ponto.
Ao todo, 55,7% são a favor do fim da escala 6 X 1, contra 39,5% que se dizem contrários. Há ainda 4,8% de indecisos. Os resultados foram apresentados na divulgação desta quinta-feira.
Na prática legislativa, o 1º dia de pesquisa coincidiu com a CCJ aprovando a admissibilidade de PECs que reduzem a jornada. O parecer, do relator Paulo Azi, é favorável à aprovação, com sugestão de transição setorial e redução de tributos nas folhas.
Contexto legislativo
As propostas em análise tratam de reduzir a jornada semanal para 36 horas. A PEC 221/2019 propõe implementação gradual em 10 anos, com compensação por acordo coletivo. O autor é Reginaldo Lopes (PT-MG).
A PEC 8/2025, apensada à 221/2019, prevê 36 horas distribuídas em 4 dias, com 3 de folga. Propõe extinção da escala 6 X 1 e também permite ajustes por negociação coletiva. É de autoria de Erika Hilton (Psol-SP).
Próximos passos
A proposta será conduzida por uma comissão especial já instalada, visando levar o tema ao plenário antes do recesso. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que espera votar ainda no próximo mês.
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