- Flávio Bolsonaro fez um discurso com tom de campanha durante a sessão conjunta do Congresso Nacional nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026.
- A sessão derrubou o veto do presidente ao projeto da Dosimetria, com votação de 318 a 144 na Câmara e 49 a 24 no Senado.
- Foi restabelecida a redução de penas para quem participou de atos golpistas de oito de janeiro.
- Flávio pediu união e afirmou que governará para todo mundo, mesmo para quem o xingou de mentiras e calúnias, em tom pacificador.
- O discurso contrasta com o histórico do pai, Jair Bolsonaro, e o Senado já havia rejeitado, no dia anterior, o nome de Jorge Messias para o STF.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez um discurso de tom de campanha durante a sessão conjunta do Congresso que derrubou, nesta quinta-feira (30), o veto presidencial ao projeto de lei da Dosimetria. A aprovação veio na Câmara, por 318 votos a 144, e no Senado, por 49 a 24. A matéria restabelece a redução de penas para envolvidos em atos golpistas de 8 de janeiro.
Na véspera, o Senado já havia rejeitado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal, abrindo crise para o Palácio do Planalto. Flávio utilizou o momento para defender posição austera contra críticas recebidas e procurar espaço entre eleitores que acompanham a tramitação no Congresso.
Durante a sessão, o parlamentar disse que o Brasil não precisa de ódio e afirmou que, se depender de Deus, governará para todos, incluindo quem o critica de tribuna com supostos ataques e acusações. Também afirmou não ter condenações ou processos criminais abertos contra si e comentou condenações envolvendo o presidente Lula na Lava Jato.
O discurso de Flávio contrastou com o estilo de comunicação de seu pai, Jair Bolsonaro, que já adotou tom beligerante em ações políticas anteriores. As declarações do filho foram feitas ao vivo pela transmissão da TV Senado, com foco em aproximar-se do eleitorado que deve votar em outubro.
Analistas indicam que o tema da Dosimetria deve influenciar o cenário eleitoral, já que as críticas à gestão de Lula se intensificaram entre bolsonaristas, associando o presidente a escândalos de corrupção. Pesquisas apontam a possibilidade de Flávio enfrentar Lula no segundo turno.
Entre na conversa da comunidade