- Foto manipulada por inteligência artificial mostra Jorge Messias chorando dentro de um carro; a imagem original não o mostra assim.
- A foto original foi registrada pelo fotógrafo Kebec Nogueira, do portal Metrópoles, e mostra Messias ao lado da esposa, Karina Messias, com expressão neutra.
- A verificação do Estadão Verifica revelou que a imagem foi alterada, com mudanças de iluminação, foco no rosto e expressão de choro.
- A comparação entre as duas imagens foi feita com a ferramenta CheckGif/InVid; Messias aparece no mesmo plano que Karina, mas o rosto foi modificado.
- A rejeição da indicação de Messias ao STF foi anunciada em plenário com 42 votos contra 34, sendo a primeira rejeição desse tipo em 132 anos; antes, ele passou pela CCJ com 16 votos a 11.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, não chorou dentro de um carro após a rejeição da sua indicação ao STF. A imagem circulante foi identificada pela apuração do Estadão Verifica como manipulada, criada com uso de IA para simular expressões de pesar.
A foto original, registrada pelo fotógrafo Kebec Nogueira, do portal Metrópoles, mostra Messias com expressão neutra ao lado da esposa Karin Messias, em posição estática dentro do veículo. Nessa imagem, o rosto do advogado não apresenta sinais de choro.
A comparação entre as duas imagens, realizada com ferramentas de verificação, evidencia alterações no rosto de Messias, na iluminação e no foco. O motorista e Karina aparecem nas mesmas posições em ambas as fotos.
Verificação e contexto
O Estadão Verifica confirmou que a imagem foi adulterada. Kontaktou o fotógrafo Kebec Nogueira, que não respondeu na ocasião; ele posteriormente compartilhou em redes sociais uma reportagem sobre a manipulação.
A rejeição de Messias ao STF ocorreu no plenário do Senado, por 42 votos a 34. Foi a primeira derrota de uma indicação presidencial ao STF em mais de 132 anos. Messias foi indicado há cerca de cinco meses e precisava de 41 votos.
Antes da votação, o governo previa apoio de ao menos 45 senadores, enquanto a oposição estimava cerca de 30 votos contrários. A sabatina na CCJ passou por oito horas e, anteriormente, a aprovação foi de 16 a 11.
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