- A ex-ministra Gleisi Hoffmann defendeu que uma nova indicação ao STF é uma oportunidade para discutir a ocupação da cadeira por uma mulher.
- A ideia de indicar uma mulher ganhou força entre aliados do governo após a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado.
- O objetivo é pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a aprovar o próximo indicado.
- No governo, há um dilema sobre fazer outra indicação neste ano ou deixar a vaga em aberto.
- Gleisi classificou a derrota de Messias como resultado de “traição” e afirmou que não há articulação que funcione sob as atuais condições do Senado.
Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, afirmou nesta quinta-feira que a discussão sobre uma indicação feminina para o STF representa uma oportunidade de debate. A defesa acontece após o anúncio de que a vaga originalmente destinada ao AGU, Jorge Messias, foi rejeitada pelo Senado.
A ala governista avalia que indicar uma mulher ao Supremo pode aumentar a pressão sobre o presidente da Câmara, Davi Alcolumbre, para aprovar um nome. A proposta surge em meio à rejeição da indicação de Messias pelo Senado na quarta-feira (30/04). A leitura é de que o tema pode ser retomado no Legislativo.
Lula enfrenta um dilema sobre o futuro da vaga no STF neste governo. Uma parte do PT defende que o presidente envie outra indicação ainda neste ano. Alcolumbre, porém, sinalizou aliados que a próxima indicação deverá ser definida após as eleições.
A ex-chefe da articulação política do governo comentou que o placar desfavorável a Messias decorreu de uma traição política, segundo ela. Ela afirmou ainda que não há articulação que tenha condições de prosperar sob as atuais condições do Senado.
O Palácio do Planalto acompanha o desdobramento com cautela e estuda respostas às articulações que surgem no Congresso. O ambiente na base aliada ficou marcado por desconfianças desde a rejeição da nomeação, que gerou tensão entre o Executivo e o Senado.
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