- O IBGE realizou, em São Paulo, o terceiro de três lançamentos regionais do 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua, no Sesc Santo Amaro, nesta quinta-feira, 30.
- O censo, inédito no país, pretende contar e caracterizar demograficamente e socieconômicamente a população em situação de rua para orientar políticas públicas.
- O projeto é desenvolvido pelo IBGE em parceria com governos, organizações da sociedade civil e movimentos sociais, visando criar uma base estatística robusta, padronizada e nacionalmente comparável.
- O programa Cidadania PopRua, com unidades de atendimento e equipes multidisciplinares, será ampliado; São Paulo tem sete unidades, e o país soma quarenta e sete.
- Participantes destacaram a importância dos dados para a formulação de políticas públicas e a construção coletiva do levantamento, com apoio de órgãos como o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e organizações da sociedade civil.
O IBGE realizou, nesta quinta-feira (30), em São Paulo, no Sesc Santo Amaro, o terceiro de três lançamentos regionais do 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua. O evento marca o início de um levantamento estatístico nacional dedicado a esse grupo, pela primeira vez.
O Censo, desenvolvido pelo IBGE em parceria com o governo e a sociedade civil, visa contar a população em situação de rua e descrever sua situação demográfica e socioeconômica. O objetivo é fortalecer políticas públicas com dados padronizados e comparáveis em todo o país.
A abertura destacou o compromisso da instituição com a inclusão social e a construção de dados que subsidiam ações públicas. A organização aponta que o estudo permitirá mapear distribuição territorial, perfis sociodemográficos e condições de vida da população em situação de rua.
Na mesa sobre o papel dos direitos humanos no território, foi apresentado o programa Cidadania PopRua, coordenado pelo Governo Federal, que prevê unidades de atendimento com equipes multidisciplinares integradas a serviços de acolhimento. A iniciativa atende higiene, hidratação e guarda de pertences.
A diretora de Políticas para a População em Situação de Rua do MDHC ressaltou a abrangência do programa, citando a abertura de 47 unidades no país, com São Paulo sediando o maior número de equipamentos. O investimento chega a 70 milhões, com foco nos direitos humanos como base para outras políticas públicas.
A Rede Rua reforçou a importância de dados robustos para orientar ações públicas. A coordenação de projetos destacou que a contagem nacional é reivindicada há anos pelos movimentos sociais e que informações qualificadas ajudam a evitar estimativas locais imprecisas.
Ao longo do evento, houve apresentação cultural da banda Chá do Padre, seguida de intervenções que enfatizaram a participação de diferentes atores na construção do Censo. O processo envolveu oficinas metodológicas para incorporar perspectivas de quem atua na linha de frente.
O Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para População em Situação de Rua ressaltou o caráter coletivo da construção do Censo. Participantes destacaram que a mobilização durou anos e resultou em um levantamento nacional estruturado.
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