Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Justiça condena SP a pagar R$ 100 mil por corpo desaparecido no IML

Justiça confirma responsabilidade do Estado e condena São Paulo a pagar R$ 100 mil por danos morais aos familiares de Alexandro dos Santos, cujo corpo sumiu no IML durante a pandemia

Justiça manteve a condenação do Estado por danos morais referente ao desaparecimento do corpo de um homem em 2020, sob a guarda do Instituto Médico Legal (IML), durante a pandemia, impossibilitando que sua mãe e irmã realizassem o sepultamento
0:00
Carregando...
0:00
  • Justiça de São Paulo condena o estado a pagar 100 mil reais por danos morais aos familiares de Alexandro dos Santos, cujo corpo desapareceu no IML durante a pandemia.
  • Alexandro sumiu em 30 de setembro de 2020, enquanto praticava stand up na Praia do Guaiubá, Guarujá; o corpo foi encontrado em 7 de outubro e encaminhado ao IML de Praia Grande.
  • No IML, houve necrópsia e coleta de DNA para identificação; o corpo ficou em contêiner refrigerado e, em 24 de novembro, houve pane no compressor, levando ao sumiço alegado.
  • O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão, reconhecendo responsabilidade objetiva do Estado e determinando 50 mil reais de indenização a cada autora.
  • A Fazenda alegou responsabilidade subjetiva e caso fortuito/força maior, mas o acórdão rejeitou essa tese, mantendo a indenização e afirmando falhas no protocolo de liberação.

O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação do Estado a pagar indenização de R$ 100 mil por danos morais aos familiares de Alexandro dos Santos, cujo corpo sumiu no IML durante a pandemia. A decisão foi anunciada no dia 24 de abril, após ação movida por Maria Dilma dos Santos e Joyce dos Santos.

Alexandro desapareceu em 30 de setembro de 2020, enquanto praticava stand up no Guarujá. O corpo foi encontrado em 7 de outubro, encaminhado ao IML de Praia Grande, onde houve necrópsia e coleta de DNA para confirmação da identidade.

O que aconteceu

O cadáver permaneceu em contêiner refrigerado e, em 24 de novembro, uma pane no compressor levou ao remanejamento de onze corpos. Nesse episódio, o corpo de Alexandro sumiu, segundo os autos, com suspeita de entrega a agentes funerários.

Desdobramentos no IML

Funcionários acreditaram que o corpo pudesse ter sido sepultado por engano em outro túmulo, levando a exumações de duas sepulturas. Mesmo assim, o corpo de Alexandro não foi localizado até o momento.

Decisão da Justiça

O TJSP manteve a condenação, reconhecendo responsabilidade objetiva do Estado pela guarda e cuidado de corpos sob seu custeio. A falha no protocolo de liberação, com ausência de duplo controle, foi apontada como falha relevante.

Reação do Estado

A Fazenda alegou responsabilidade subjetiva, sem prova de culpa de servidores, e qualificou o caso como fortuito ou força maior. A Justiça rejeitou o argumento, afirmando que a pandemia exigia maior rigor de cuidados.

Indenização e recursos

O Estado teve a solicitação de reduzir o valor para R$ 20 mil por autora negada. Cada uma receberá R$ 50 mil, pela indenização por danos morais reconhecida pela Justiça. A defesa do governo ainda não teve manifestação formal sobre o acórdão.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais