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Justiça decide incluir testemunha no julgamento do caso Henry Borel

Justiça decide ouvir Miriam Santos no júri de Jairinho; testemunha acusa Leniel Borel de agressões potencialmente associadas à morte de Henry Borel

A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros e advogados de defesa durante Tribunal do Júri, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense.
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  • A 7ª Câmara Criminal do Rio de Janeiro decidiu ouvir o depoimento da testemunha Miriam Santos Rabelo Costa no julgamento de Henry Borel, marcado para 25 de maio.
  • Miriam acusa Leniel Borel, pai de Henry, de agressões que, segundo ela, teriam contribuído para a lesão que resultou na morte da criança em março de 2021.
  • Miriam prestará depoimento em defesa do réu Jairo Souza Santos Júnior, o ex-vereador Jairinho, acusado pela morte da criança.
  • Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, ex-companheira de Jairinho e mãe de Henry, também será julgada, acusada de homicídio por omissão, tortura e coação.
  • O júri foi adiado após a defesa apresentar objeções sobre entrega de documentos e provas, levando à suspensão da sessão anterior.

A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu ouvir o depoimento da testemunha Miriam Santos Rabelo Costa no julgamento do caso Henry Borel, marcado para 25 de maio. Miriam acusa Leniel Borel, pai da criança, de agressões que, segundo ela, teriam contribuído para a lesão que resultou na morte de Henry em março de 2021.

Leniel Borel integrará o interrogatório em defesa do réu Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, acusado de ser o responsável pela morte da criança. A ex-companheira de Jairinho, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, também é julgada, sob acusações de homicídio por omissão, tortura e coação.

A decisão sobre a oitiva ocorreu em sessão nesta terça (28). O voto do relator, desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, havia concedido liminar em 1º de abril para manter Miriam entre as testemunhas. A defesa de Jairinho havia pedido a exclusão do depoimento, alegando irrelevância.

O Ministério Público do Rio de Janeiro e o assistente de acusação de Leniel Borel defenderam a participação da testemunha. O juízo da 2ª Vara Criminal da Capital havia negado o requerimento, mantendo Miriam fora do rol.

O relator manteve a posição de conceder a ordem, ressaltando risco de nulidade do julgamento caso a testemunha fosse excluída. Segundo ele, a exclusão por suposta irrelevância violaria a paridade de armas e o funcionamento do júri popular.

Adiamento do júri

O julgamento de Jairinho e Monique Medeiros já havia sido adiado anteriormente. Em 23 de março, diante de obstáculos processuais e de provas, a sessão foi suspensa quando a defesa solicitou o acesso a documentos entregues em agosto de 2025.

A juíza responsável, Elizabeth Machado Louro, decidiu pela suspensão do julgamento do 2º Tribunal do Júri diante da falta de informações para a defesa. O plenário foi liberado apenas para a reunião de etapas subsequentes do processo.

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