- A Justiça condenou o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), por nepotismo ao nomear o irmão da ex-namorada dele para um cargo comissionado na Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, quando era prefeito.
- Marcelo Amarante é irmão de Fernanda Amarante, ex-namorada de Kalil que atuava como assessora jurídica no gabinete na época.
- O Ministério Público apontou irregularidades após depoimento do presidente da Fundação, indicando que Marcelo foi indicado pelo Gabinete do Prefeito e apenas acatou a indicação superior.
- Kalil e Marcelo Amarante foram condenados a pagar multa equivalente a dois salários recebidos; além disso, há proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos por dois anos.
- A defesa de Amarante disse não haver nepotismo, destacando a formação de médico veterinário; a decisão sustenta dolo específico e afirma que Kalil tinha ciência da relação com Fernanda. A CNN tentou contato com Kalil, sem retorno até o momento.
O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), foi condenado pela Justiça por nepotismo ao nomear o irmão da sua ex-namorada para um cargo comissionado na gestão municipal. A decisão envolve Marcelo Amarante e a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, órgão da prefeitura na época em que Kalil era prefeito. A condenação foi obtida pela Itatiaia e confirmada pela CNN, que apurou os primeiros detalhes do caso.
Conforme a sentença, Kalil utilizou seu cargo para indicar Marcelo Amarante para o cargo, ainda que o irmão da ex-namorada atuasse como assessora jurídica no gabinete durante a gestão. O Ministério Público apontou irregularidades com base em depoimento de Sérgio Augusto Domingues, então presidente da Fundação, que afirmou que Marcelo foi indicado pelo gabinete do prefeito e apenas acatou a indicação superior. A decisão aponta dolo específico na prática, ao favorecer área familiar ligada à gestão.
Kalil e Marcelo Amarante foram condenados à multa equivalente a dois salários recebidos pelo uso do cargo. Além disso, ficou determinada a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais ou creditícios pelos próximos dois anos. A defesa de Marcelo alegou ausência de nepotismo por não haver parentesco direto com o ex-prefeito e destacou a formação técnica como médico veterinário do acusado. A decisão sustenta que Kalil tinha ciência do vínculo familiar e, mesmo assim, autorizou a indicação. A CNN procurou a assessoria de Kalil, sem retorno até o momento.
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