- Lula confirmou o uso do FGTS para renegociar dívidas por meio do Desenrola 2, com bloqueio de apostas em sites esportivos por um ano para quem aderir.
- O anúncio foi feito em cadeia de rádio e TV no Dia do Trabalhador, com detalhes a serem apresentados em evento na segunda-feira, dia 4.
- O governo prevê prazo de até quatro anos para pagar as dívidas renegociadas, conforme acordo com bancos públicos e privados.
- O custo estimado é de 4,5 bilhões de reais nos próximos três meses; trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos poderão usar até 20% do FGTS, com desconto mínimo de 40% e desconto máximo de até 90%.
- O pacote também inclui medidas contra o mercado de apostas, com suspensão de Kalshi, Polymarket e outras empresas, além de defender a redução da jornada de trabalho 6×1.
Em pronunciamento transmitido pela rádio e TV, o presidente Lula confirmou o Desenrola 2, pacote para renegociação de dívidas com uso do FGTS. A medida prevê bloqueio de apostas esportivas por um ano para quem aderir ao programa, como forma de controlar gastos.
A fala foi realizada no Dia do Trabalhador, nesta sexta-feira, e deverá ser detalhada em evento na segunda-feira (4). O foco é reduzir o endividamento da população de baixa renda, segundo a administração.
Detalhes do programa indicam prazo de até quatro anos para quitar as dívidas renegociadas. O FGTS poderá financiar até 20% do saldo para trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos. Descontos mínimos de 40% e queda maior podem chegar a 90% para renegociação.
Desenrola 2: condições e impactos
O governo informou que bancos públicos e privados participaram da definição técnica, fechada na semana passada. O custo estimado do uso do FGTS é de cerca de R$ 4,5 bilhões nos próximos três meses.
Além disso, o pacote inclui medidas para conter o mercado de apostas, com bloqueio a plataformas de previsão. A Fazenda já havia bloqueado sites como Kalshi e Polymarket, entre outros, envolvendo apostas em eleições, esportes e entretenimento.
Contexto político e institucional
O pronunciamento ocorre em meio a momentos de tensão política, após derrotas do governo no Congresso. Lula não deve participar de atos no feriado em várias cidades, conforme apuração, mantendo o foco na agenda de governo e na campanha eleitoral.
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