- Lula afirma que não abre mão da prerrogativa de indicar novo ministro para o Supremo; processo recomeça assim que a indicação é anunciada.
- O presidente do Senado decide quando encaminha a indicação para a Comissão de Constituição e Justiça, que marca a sabatina; o plenário confirma ou rejeita a escolha.
- No jantar após a derrota de Jorge Messias, líderes divergiram entre manter Messias, indicar outro nome ou demitir cargos do governo ligados ao Senado.
- O Supremo Tribunal Federal tem dez ministros desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso; há ao menos quatorze processos suspensos e casos em empate na Primeira Turma que favorecem o réu.
- A oposição sinaliza que a tramitação pode ocorrer apenas após as eleições; há expectativa de que a indicação seja feita o quanto antes para apreciação pelo Senado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não abrirá mão de indicar novamente alguém ao Supremo Tribunal Federal, mesmo após a derrota de uma de suas apostas. O processo volta azero assim que o nome é definido, com o Senado exercendo a função de sabatina.
A expectativa no Congresso e no Palácio do Planalto é entender quem Lula indicará para a vaga aberta e quando isso ocorrer. O presidente do Senado decide quando encaminhar a indicação à Comissão de Constituição e Justiça, que organizaria a sabatina.
Após a derrota, Lula manteve contatos com Jorge Messias e o ministro José Guimarães. Um jantar no Palácio da Alvorada reuniu líderes do governo e ministros para avaliar o momento e as consequências políticas, com divergências sobre eventuais substituições no governo.
Contexto no STF e implicações
Desde a aposentadoria de Barroso, em outubro de 2025, o STF opera com dez ministros. Há pelo menos 14 processos suspensos, aguardando o 11º ministro, em julgamentos que envolvem meio ambiente, segurança e funcionalismo. O equilíbrio no plenário impacta decisões, inclusive na Primeira Turma, que pode ter decisões empatadas desfavoráveis aos réus.
Entre na conversa da comunidade