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Messias agradece apoio de Mendonça após rejeição da indicação de Lula ao STF

Messias agradece apoio de Mendonça após o Senado recusar a indicação de Lula ao STF, ressaltando integridade do ministro e o peso político da decisão

O advogado-geral da União, Jorge Messias, durante sabatina na CCJ
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  • O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF, com 42 votos contrários e 34 favoráveis, abaixo dos 41 necessários.
  • Messias agradeceu o apoio de André Mendonça, afirmando que a trajetória para angariar votos foi desafiadora.
  • Mendonça articulou para aprovar o nome de Messias, identificando o movimento como uma das maiores honras da vida do AGU.
  • Messias afirmou que a postura de Mendonça reflete integridade e coerência, em mensagem publicada nas redes sociais.
  • A derrota foi histórica, sendo a primeira rejeição a uma indicação de presidente da República ao STF desde 1894.

Jorge Messias, Advogado-Geral da União, agradeceu nesta semana o apoio do ministro André Mendonça, do STF, que atuou para tentar aprovar a indicação dele para uma vaga na corte. A rejeição ocorreu no Senado, em votação secreta, após meses de articulação para angariar votos entre os parlamentares. Messias classificou o esforço como uma jornada desafiadora e reconheceu o papel de Mendonça nessa trajetória.

Nos bastidores, a atuação de Mendonça foi acompanhada de perto por ministros do STF, que acompanharam o desenrolar da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e a votação no plenário. A defesa de Messias contava com o respaldo de nomes influentes dentro do tribunal, inclusive de magistrados que atuaram junto aos senadores em apoio à indicação.

No plenário, 42 senadores votaram contra a aprovação, enquanto 34 foram favoráveis, ainda que o apoio não tenha sido suficiente para alcançar a quantidade necessária para a sabatina. A derrota marca um marco histórico: desde 1894, o Senado não rejeitava a indicação de um presidente da República para o STF.

Ao comentar o resultado, ministros do STF analisaram que o peso de apoio de figuras como Mendonça, Kassio Nunes Marques, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin não teve o efeito esperado para consolidar votos. A decisão também provocou avaliação interna sobre a influência de magistrados que participaram das campanhas a favor de Messias.

Messias foi indicado pelo presidente Lula, do PT, para ocupar uma vaga no STF, mas a nomeação foi rejeitada pelo Senado. Mendonça, que já havia integrado o governo anterior, foi nomeado para o STF após aprovação no plenário, com votos favoráveis em contexto de resistência entre parte dos senadores.

A repercussão aponta para possíveis reações institucionais e discussões sobre o papel das articulações políticas em decisões do Congresso. O episódio também levanta questões sobre a percepção pública sobre a relação entre o Executivo, o Judiciário e o Legislativo.

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