- O advogado-geral da União, Jorge Messias, agradeceu apoios de André Mendonça e Gilmar Mendes após o Senado rejeitar sua indicação ao STF.
- Messias divulgou no X que Mendonça foi inspiração durante a sabatina e elogiou as “palavras afetuosas” de Gilmar Mendes.
- Durante a sabatina, Messias chamou Mendonça de “o melhor ministro do STF”; Mendonça afirmou que o Brasil perde a oportunidade de tê-lo na corte.
- Gilmar Mendes elogiou Messias, afirmando que o Brasil ganha em tê-lo em qualquer função; Messias disse que as palavras o inspiram a seguir seu compromisso com a justiça.
- O Estadão informou que, segundo o governo, uma ala do STF com Alexandre de Moraes e Flávio Dino pode ter atuado para barrar Messias; Moraes e Dino negam participação.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, recebeu apoio de dois ministros do STF após ser rejeitado no Senado para ocupar vaga na Corte. A manifestação ocorreu nesta quinta-feira, 30, no Brasil, após a decisão do Senado.
Messias informou em publicações no X que contou com o apoio de André Mendonça durante a sabatina e agradeceu as palavras de Gilmar Mendes, descrevendo-as como afetuosas. A mensagem também o chamou de irmão, destacando a inspiração que recebeu.
Durante a sabatina na CCJ, Messias elogiou Mendonça e o classificou como o melhor ministro do STF, reforçando o tom de reconhecimento público ao colega antes da votação no plenário.
No dia anterior, Mendonça havia manifestado apoio ao AGU, afirmando que o Brasil perdia ao não ter Messias no STF e ressaltando o caráter e a integridade do indicado. A votação final ocorreu com derrota de Messias por 42 votos contra 34.
Gilmar Mendes, decano da Corte, também elogiou Messias, destacando a dignidade, a retidão e a dedicação do jurista. A declaração o colocou como uma referência para o serviço público, segundo o STF.
Conforme apurado pelo Estadão, o governo avalia que uma ala do STF, composta por Alexandre de Moraes e Flávio Dino, se alinhou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para barrar a candidatura de Messias. Os citados negam participação nesse movimento.
A leitura do Planalto é de que o apoio a Mendonça para angariar votos de senadores bolsonaristas acabou desagradando o grupo que se opõe às decisões de Moraes no tribunal, contribuindo para a rejeição da indicação.
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