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Presidente pode enviar nova indicação para vaga no STF

Lula pode enviar nova indicação ao STF apesar da rejeição do Senado; sem prazo, a prerrogativa persiste e a Corte pode ter maior carga de trabalho

Sede das duas Casas do Poder Legislativo e um dos mais famosos cartões postais do Brasil, o Palácio do Congresso Nacional é composto por duas cúpulas e duas torres de 28 andares, que abrigam a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.
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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode enviar nova indicação para a vaga de ministro do STF, mesmo após a rejeição de Jorge Messias pelo Senado.
  • Não há prazo legal nem vedação prévia para que o mesmo nome seja encaminhado novamente ou para a apresentação de um candidato diferente.
  • Qualquer indicado precisa cumprir requisitos objetivos (ser brasileiro nato, ter entre 36 e 69 anos) e requisitos subjetivos (reputação ilibada e notório saber jurídico).
  • Messias teve aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas foi derrotado na votação em Plenário, que exigia no mínimo 41 votos e atingiu 34 a favor contra 42.
  • O STF funciona com onze ministros; a ausência de um integrante pode aumentar a carga de trabalho e o risco de empates em decisões.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode encaminhar nova indicação para a vaga no STF, mesmo após a rejeição do Senado ao nome de Jorge Messias, anunciada na quarta-feira (29). Não há prazo legal nem impedimento prévio para o envio de uma nova candidatura, que pode ocorrer antes ou depois das eleições de outubro.

Qualquer indicado precisa atender a requisitos objetivos de nacionalidade e idade, além de critérios subjetivos como reputação ilibada e notório saber jurídico. A decisão final sobre a escolha cabe ao presidente.

Jorge Messias teve 16 votos favoráveis na CCJ, mas foi derrotado no Plenário, com 42 votos contrários e 34 a favor, ficando abaixo dos 41 votos necessários. A análise no Senado envolve etapas distintas entre comissões e plenário, com o resultado final do processo.

Histórico de rejeições

Desde 1894, as rejeições a indicados pelo Executivo são incomuns, ocorrendo em períodos de forte maioria política entre Executivo e Senado. A prática atual mostra que, quando rejeitado, o presidente do Senado informa a decisão ao presidente da República.

O consultor legislativo ressalta que o STF funciona com 11 ministros; uma vaga em aberto pode aumentar a carga de trabalho e gerar empates em decisões. O órgão tem atribuições extensas e opera com fluxo maior de processos do que outras cortes superiores.

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