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PT na Câmara afirma que mapear traições e exonerar indicados não é o caminho

Pedro Uczai propõe recompor a base no Senado e negociar novo nome para o STF, evitando exonerações e retaliações após o veto a Messias

O Palácio do Planalto com o Congresso Nacional ao fundo (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
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  • O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, afirmou que não é solução reagir ao Senado com mapeamento de traidores ou exonerações após a rejeição de Jorge Messias ao STF.
  • Ele defende recompor a base de apoio no Senado e negociar um novo nome para o Supremo, que possa obter maioria de votos.
  • Uczai disse ver com simpatia a possibilidade de Lula indicar uma mulher para o STF, embora ainda não haja sinalização de decisão.
  • O deputado criticou a ideia de expor traidores ou fazer vinganças, dizendo que isso só agrava conflitos e não resolve a situação.
  • Ele reforçou a necessidade de diálogo institucional entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e afirmou que o governo pode ter perdido um grande acordo em curso.

O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), defendeu que a resposta ao entorno do Senado não passe por mapear traidores nem por exonerações de indicados após a votação que rejeitou Jorge Messias para o STF. Ele acredita que o caminho é recompor a base governista.

Afirmou que o governo deve manter o foco na governabilidade e, como segunda opção, apresentar um novo nome ao Senado para apreciação. Uczai sinalizou abrir espaço para uma possível candidatura feminina ao STF, caso haja apoio suficiente.

O parlamentar criticou a ideia de identificação de traidores e de demissões de indicados por parte de Alcolumbre ou de partidos aliados, dizendo que isso aumenta os conflitos. O objetivo, segundo ele, é fortalecer a base de apoio no Senado e buscar uma maioria estável.

Uczai ressaltou ainda que o país precisa de diálogo institucional entre o Planalto e o Congresso, sem recorrer a táticas de vingança. Para ele, o governo não pode perder um grande acordo em andamento e deve buscar composições que avancem as reformas.

Na visão do líder petista, há uma divisão entre quem apoia ações que teriam colocado em risco a normalidade democrática e quem teme os desdobramentos das investigações sobre temas sensíveis. O foco é estabilidade institucional.

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